Empresário Nelito Monteiro ganha confiança de João Lourenço

O ano de 2018 vai apenas ao segundo mês, mas suficiente para ser de sonhos para o empresário Nelito Monteiro. Com uma carreira empresarial cada vez mais solida, na última sexta-feira, viu-se reconhecido pelo Presidente da República, João Lourenço ao ser catapultado para o Conselho da República, órgão máximo de consulta do chefe de Estado. Manuel António Monteiro, o conhecido “rei da banana” da província de Benguela, tomou posse na passada sexta-feira, sendo um dos poucos conselheiros escolhidos pelo chefe de Estado que reside fora de Luanda.

Uma das figuras mais emblemática das Terras de Ombaka, Manuel António Monteiro fez o seu nome com a produção da banana; não é por acaso que considerado por alguns como “Rei da Banana”.

Visionário, há mais de dez começou a investir “forte” em tecnologia de ponta para a produção de hortofrutícolas, na sua fazenda no vale do Cavaco, província de Benguela, a partir da qual coloca, anualmente, no mercado mais de quatro mil toneladas de banana com a qualidade reconhecida internacionalmente. É com este perfil que Nelito Monteiro assume a responsabilidade de ser o suporte de João Lourenço na tomada de decisões para os mais variados assuntos da vida social, política e econômica do país.

Nelito Monteiro não fica apenas pelo mundo dos negócios, um militante activo do MPLA. Em 2016 chegou a ser eleito membro do Comité Central, onde ocupa um dos lugares de um órgão consultivo e deliberativo do partido no poder.

No associativismo também tem dito algum papel determinante. Durante muitos anos exerce o cargo de presidente da Federação dos Agricultores de Benguela. É através desta associação tem advogado com firmeza os interesses do homem do campo desta região país. Encontra junto do governo apoios necessários que podem concorrer na criação de condições para o desenvolvimento de um sector nuclear na estratégia da diversificação que se pretende para o país, é um dos cavalos de batalhas que tem sido assumido pelo empresário, sem colocar de parte o problema das divisas a que tanta falta fazem aos homens de negócio do campo na aquisição de imputes agrícolas e sementes no exterior do país.

Entretanto, o Conselho da República é um órgão consultivo presidido pelo Chefe de Estado do qual fazem parte, igualmente, nomeados por Despacho Presidencial, para a mesma função, os presidentes dos partidos e coligação de partidos da Oposição com assento parlamentar, casos de Isaías Samakuva (UNITA), Abel Chivukuvuku (CASA-CE), Benedito Daniel (PRS) e Lucas Ngonda (FNLA). O Presidente angolano designou ainda 11 personalidades como conselheiros, nomeadamente Adriano Botelho de Vasconcelos, Fernando Pacheco, Francisco Magalhães Paiva, Ismael Mateus, Luís Manuel da Fonseca Nunes, Manuel António Monteiro, Rei dos Baiacas, António Charles Muanaura Cabamba, reverendo Luís Nguimbi, Rosa da Cruz e Silva e Sérgio Luther Rescova. A Constituição da República angolana, de 2010, estabelece que o Conselho da República é um “órgão colegial de natureza consultiva do Chefe do Estado” e que os seus membros “gozam das imunidades conferidas aos deputados à Assembleia Nacional”.

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