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Angolanos podem comprar até 30 mil dólares nas ruas de Luanda

Angolanos podem comprar até 30 mil dólares nas ruas de Luanda

Já é possível que cada cidadão angolano adquira o dólar a moeda estrangeira no país, nos mercados informais de Luanda, em grandes quantidades de até 30 mil dólares norte-americanos.

A garantia foi avançada ao Viva Portal, durante uma ronda efectuda nas avenidas da capital.

Questionadas sobre o mistério dos dólares em Luanda, e quem as fornece, as gestoras destes capitais sublinham que em grande parte recebem dos próprios gestores bancários.

O dólar é procurado todos os dias para transacções bancárias e consequentemente para serem transferidos por aqueles que queiram fazer negócio ou até mesmos viajar pelo exterior do país, pelo que, anda escasso nos últimos dias nos bancos comerciais, mas que aparece diariamente em grandes somas nas mãos das Kinguilas, (pessoas que fazem o negócio de compra e venda de divisas nas ruas) e noutros pontos de Luanda.

A nossa ronda foi radiografar os pontos mais estratégicos onde a moeda estrageira é encontrada com maior circulação destes sinalizamos, os hotéis e Supermercado, por exemplo: O supermercado Jumbo, o Xyami, Shoprite, mercado do Congolenses, Asa Branca, São Paulo entre outros e algumas embaixadas não ficaram de fora. Aí sim, é local de destaque das Kinguilas.

Nas mãos das Kinguilas podemos encontrar quantidades em dólares de aproximadamente 7 mil a 30 mil dólares. O Euro também está em circulação em grande escala. Por exemplo se o preço da venda da nota de 100 dólares está avaliado entre 42 a 43 mil kzs e a troca estipulada a 39 mil kzs, o inverso acontece com o euro cuja a nota de 100, nas ruas de Luanda, o seu valor está fixado a 54 mil kzs.

As kinguilas vão mais longe, e garantem que o dolar que têm em posse é proveniente dos bancos e dos chamados canais, e que o equilíbrio do preço praticado por elas depende em grande parte do pagamento salarial da função pública.

O bairro do Mártires do Kifangodo, que tem sido apontado como a fonte principal para à aquisição de divisas, algumas pessoas que falaram no anonimato, alertaram que o câmbio é feito a partir de contactos telefónicos entre compradores e vendedores, para evitarem represálias por parte da polícia nacional.

O Banco Nacional de Angola (BNA), tem tomado medidas para acautelar o mercado, e recentemente avisou aos bancos comercias caso estes não vendam, aos seus clientes as divisas adquiridas nos leilões do BNA, serão obrigados a devolve-los num prazo máximo de cinco até dias após à aquisição de acordo com o instrutivo nº1/2018 do BNA que entrou em vigor esta semana, sob pena de serem sancionados.

O BNA informou igualmente, para o acesso às divisas, aos bancos também são obrigados a terem as contas em dia, no que diz respeito à apresentação da informação contabilística, estatística e de gestão dentro do prazo definidos pelo departamento de supervisão.

De acordo com o  economista Laurindo Dias, decisões são paliativas, tendo realçado que existe muito tráfico de influência nos leilões realizado pelo BNA, e assegurou que aqueles cuja a possibilidade é maior acabam sempre por ter vantagem.

O economista criticou ainda o BNA, realçando como sendo fracas as medidas de fiscalização do Banco Central, que por vezes cria entraves no acesso às divisas.

Quanto as casas de câmbio, Laurindo Dias, dizem não terem futuro, a não ser que o gestor da mesma utilize o famoso canal.

Quanto ao câmbio flutuante, o agente económico realçou que não existe.

“Estamos a voltar aos tempos de Adam Smith, em que os preços devem regular-se pela oferta e pela procura, mas nós não temos capacidade de oferta”.

O economista aconselhou as autoridades governamentais a adoptar medidas que atraiam divisas.

“Deve-se apostar fortemente no turismo para facilitar a entrada da moeda estrangeira já que o processo de exportação de madeira está a ser regulamentado.

“Um reformado europeu não vem à angola, para viver devido as péssimas condições, ele vai apenas querer visitar e como tal vai gastar, assim estaríamos a abrir o país e a diminuiríamos a dependência do petróleo.

Fonte: Viva Portal

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