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Persistência: Ana Filomena Ferreira “Filó”

Ana Filomena Ferreira “Filó” Gestora e proprietária do Chiquitos Café Boutique, a parte funcional de um projecto hoteleiro ainda em construção ali pela praia do “Pequeno Brasil”, na cidade de Benguela, destaca-se pela “teimosia” ao manter a casa aberta num contexto económico mais do que adverso. A falha da energia da rede geral, algumas vezes em função das restrições e outras em consequência de avarias prolongadas no ramal, tem sido um verdadeiro calcanhar de Aquiles, ou não se reflectisse em altas despesas com combustíveis para alimentar as fontes alternativas. Mas até aqui não dissemos nada que não esteja a ser enfrentado por outros gestores do ramo.

Qual é afinal o diferencial da benguelense Filó, antiga locutora da RNA e uma das construturas do reputadíssimo Elinga Teatro? Cultura no sentido mais ecclético possível. Pode passar despercebido para muitos, já que não faz publicidade nos meios convencionais, a par das redes sociais e como pessoa leva uma vida relativamente “low-profile”. Para além de realizar jornadas de projecção de documentários sobre os mais variados temas, abre a casa para exposições fotográficas de residentes que ficam patentes por mais de um mês. E a boutique ali não é de roupas, é de peças de arte, com realce para o artesanato.

Vai também oferecendo música acústica quando pode. Entretanto, a maior das inovações vai certamente para a promoção de intercâmbio entre nacionais e comunidades estrangeiras residentes, as quais são convidadas de tempo em tempo tomarem de assalto a cozinha do Chiquito’s Café Boutique, fazendo de pratos típicos de cada país, preparados pelos nativos, uma proposta “exótica” do criativo menu.

Por tudo o que exposto, não corremos risco nenhum ao atribuir àquela empreendedora cosmopilita o título de melhor do ano no segmente restauração, cimentado na persistência.


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