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Pastor contratado para assessor em empresa pública com salário de USD 20 mil e um Lexus!

Pastor contratado para assessor em empresa pública com salário de USD 20 mil e um Lexus!

Antiga PCA de uma importante empresa estatal deu-se ao desplante de contratar o pastor da sua igreja como assessor do Conselho de Administração. Convencida que a ascensão meteórica de que beneficiara para chegar ao topo da companhia era “obra de Deus”, esta foi a forma que a gestora encontrou para “agradecer” ao sacerdote que lhe prometera um mandato sem sobressaltos na era “lourencista”.

Um dos principais traços do “Eduardismo”, o período de trevas em que o país esteve mergulhado durante as últimas duas décadas dos 38 anos de presidência de José Eduardo dos Santos, é o sentimento de impunidade. Qualquer servidor público podia roubar, com a certeza de que nada lhe aconteceria e quanto mais alta fosse a sua posição ou mais próximo fosse o seu grau de parentesco com o “chefe””, mais remotas eram as possibilidades de ter qualquer problema com a justiça ou quem quer que fosse!

O sentimento de impunidade teve magnitude tal que a ex-PCA de uma importante empresa estatal permitiu-se ao desplante de contratar o pastor da sua igreja como assessor do Conselho de Administração. Convencida que a ascensão meteórica de que beneficiara para chegar ao topo da companhia era “obra de Deus”, esta foi a forma que a gestora encontrou para “agradecer” ao sacerdote que lhe prometera um mandato sem sobressaltos na era “lourencista”.


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Sendo a companhia uma das maiores geradoras de receitas, a dita PCA “arrumou” para o pastor-assessor um pornográfico salário do equivalente a USD 20 mil, além de outras mordomias igualmente pouco cristãs em que se incluía um automóvel de marca Lexus, último modelo. Não podia ser, aliás, de outra forma porque a servidora pública creditara a sua ascensão aos céus – o mesmo que dizer a sua nomeação para PCA – às orações e aos reiterados pedidos feitos pelo pastor ao seu “bom Deus”.

Como se tudo isso não bastasse, o “homem de Deus” limitava a sua “assessoria” a repetidas e sussurradas orações em casa da “afortunada” PCA e nunca apareceu na empresa, onde não há qualquer registo de parecer ou outro tipo de trabalho que tenha feito na sua qualidade de assessor.

Mas a “sacra farra” foi sol de pouca dura, pois a PCA acabou exonerada pouco depois de João Lourenço haver tomado posse como Presidente da República. No dia seguinte ao tsunami, o sacerdote “sumiu do mapa” sem deixar rasto. O curioso é que nunca se apresentou ao novo PCA para continuar a cumprir a sua missão de “assessor”. Simplesmente saiu de circulação mas embolsou, só em ordenados e outras compensações financeiras, mais de USD 200 mil, além de ter ficado com o luxuoso automóvel pago ilicitamente com dinheiro público.


FONTE: CORREIO ANGOLENSE

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