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O atordoado caga-milhões da Huíla

O atordoado caga-milhões da Huíla

O ATORDOADO ‘CAGA-MILHÕES’Circula algures pelas redes sociais (ver vídeo), com direito à vídeo, a denúncia pública de uma empresária angolana que, em entrevista à TV Zimbo, acusa o jovem empresário Silvestre Tulumba de ameaçá-la. Primeiro, via mensagem telefónica anónima e, poucos dias depois, publicamente.

Tulumba, segundo a denunciante, não teve meias medidas: distante da ética que deve caracterizar o cavalheirismo no tratamento de uma dama, o homem de negócios do sul de Angola prometeu «chapadas» para uma senhora que, na visão do também conhecido sobrinho do governador Kundi Paihama, terá cometido o ‘pecado capital’ de questionar algumas rubricas do OGE, actualmente em discussão, sobretudo naquilo que deveria ser aposta do Executivo ao empresariado nacional.

As palavras da empresária terão desagradado – e muito, presume-se – o seu colega de métier, mais a mais pelo facto de muitos empresários beneficiarem de parte leónica do bolo do crédito, em detrimento doutros que se vêem obrigados a conviverem com uma minúscula e rasa tijela de lentilhas.

Revendo-se na carapuça, Tulumba (a virgem diz-se estuprada!) não tergiversou: segundo a denúncia, terá partido para o ataque de forma velada – e por que não repleto de covardia – contra uma ‘pobre alma’ que apenas estava em defesa do seu e do templo de todos quantos, dedicando-se aos negócios, vêem ‘lulas’ na distribuição da massa.

Em face da denúncia feita pela senhora empresária, uma vez que a mesma já se terá queixado, a PGR tem ponta de pano bastante para accionar mecanismos legais para chamar à responsabilidade o «caga-milhões» do Sul do país para explicar por que acha que os cifrões que ostenta se deve sobrepor à Lei…

Lesta a actuar contra uns tantos «pé-rapados» – até aqui não mostrou nada de palpável – seria curial que o Ministério Público, agora com um novo inquilino (o anterior não deixa nenhuma saudade), interviesse em tempo oportuno para evitar que qualquer «mabeco», uma reles mistura de channel e ‘bagre fumado’, prometa distribuir galhetas e outros «acepipes físicos» contra – imagine! – uma indefesa senhora que reclamou de situações que beliscam uma concorrência que a nova governação pretende equilibrada.

“Ninguém é tão rico ao ponto de não poder ser punido, nem tão pobre ao ponto de não merecer ser protegido”.

Quem foi que disse isso? É apenas para o vento levar?

Por: José dos santos |Facebook

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