O país está mergulhado num clima de suspensão. Os grandes digladiam-se. Os problemas que eram mantidos em segredos guardados a sete chaves começam a ser desvendados. É o caso da polémica que envolve a Televisão Publica de Angola e as empresas dos filhos do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, motivada pelo rompimento que as partes mantinham para exploração dos serviços de programação do canal 2 da TPA. Publicamente as partes apresentaram as versões dos valores que sustentaram a relação mantida durante dez anos.

A SEMBA assegura que pelo contrato recebia 50 milhões de kwanzas, distante dos valores que eram avançados nos bastidores. A resposta da TPA não tardou. De forma contundente, o Conselho de Administração apresentou os meandros que sustentaram a relação. Segundo o canal público de televisão, além de ter assumido outros custos das operações da SEMBA comunicação, pagava anualmente mais de 17 milhões de dólares, resultante de um contratado que chamou de “leonina”.

“O puxão de orelhas” da TPA aos filhos do presidente do MPLA dividiu o país. Muitos apoiaram a decisão do canal público, outros nem tanto. Nesta ala esteve a mãe de Coreon Dú e Tchizé dos Santos. Maria Luísa Abrantes viu na reação da TPA um ataque ao bom nome dos filhos. Num breve comentário divulgado nas redes socias, a antiga namorada de José Eduardo dos Santos, lembrou que no executivo de João Lourenço não tem moral de criticarem os seus filhos por maioritariamente estar integrado por figuras suspeitos de corrupção.

A “ Milucha”, como é tratada por pessoas mais próximas, tira da cartola um dos exemplos em que alguns membros, alguns deles integrantes ao ministério da comunicação social e alguns bureau político do MPLA de terem sido citado no caso de corrupção no Brasil na operação “Lava Jato” empreitara Odebrecht, de terem recebido mais de 50 milhões de dólares para financiarem ilicitamente a campanha eleitoral do MPLA.

O governador de Benguela, Rui Falcão, é uma dessas figuras que teria participado dessa jogada ilícita a par de Manuel Vicente, antigo vice-presidente da república. Segundo Maria Luísa Abrantes esse dinheiro nunca foi explicado e há sinais claro que o mesmo foi descaminhado para fins ocultos.

Por tudo que se tem dito, Milucha desafia a Procuradoria Geral da República a investigar o negocio entre as empresas dos seus filhos e a TPA afim de se apurar a verdade.

Eis o comentário:

“Accionem a PGR. Se algo que seja património da TPA2 foi roubado pela SEMBA, deveriam de imediato acionar os órgãos judiciais, para os devidos efeitos. Se tem todas as excelentes condições tecnológicas criadas, como referiu o PCA, (que foi até pouco tempo, o PCA da empresa privada que geria a publicidade da TPA), então trabalhem e mostrem uma melhor prestação de serviço. Eu por exemplo, não gostava do programa sempre a subir, embora goste de dançar o Kuduro. Ficarei feliz com as melhorias. Deixem de escudar a vossa incapacidade em mentiras.
Se possível produzam novelas que consigam chegar as finais dos EMY. Já dizia o velho ditado: “
O rei vai nu'”.

“A PGR deveria não só investigar este caso, como também o caso dos 50 milhões de dólares, só para a publicidade de uma única campanha do MPLA, que o Sr. Rui Falcão, Dra. Joana Lina e Eng. Manuel Vicente, foram pedir a ODEBRECTH, segundo declarações públicas do Sr. Emilio Odebrecth durante a operação Lava Jacto. Deveriam também investigar os valores pagos a ORION e a outras empresas que são co-propriedade de pessoas ligadas ainda hoje à Comunicação Social ( pública) e publicar os seus nomes, incluindo dos familiares e amigos para quem passaram apressadamente as suas acções ou quotas”.

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