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Negócios danosos de Dos Anjos continuam a afundar Benguela

Negócios danosos de Dos Anjos continuam a afundar Benguela

Começou o último assalto à praia do Pequeno Brasil, na cidade de Benguela. Fatiado pelo antigo governador, Isaac dos Anjos , a favor de amigos e familiares, o local começou a receber equipamentos de um empreiteiro para a construção de mais uma unidade de restauração, nas primeiras horas de hoje.
Os fiscais da Administração municipal ainda se fizeram presente ao local, mas nada podiam fazer para travar uma obra que tem tudo para ser embargada.
Os comandados de Carlos Guardado apenas notificaram o empreiteiro para descolar-se à administração com uma única finalidade: averiguar a legalidade da obra.
Pelo que apuramos, a obra, mesmo sendo realizada à margem das normas de construção em zonas costeiras, teve aprovação da antiga administração do município, na altura gerida pelo actual vice-governador para infraestruturas, Leopoldo Muhongo, sob orientação de Isaac dos Anjos, que ao que se diz tinha forte interesses comerciais nos empreendimentos que estão a ser erguidos no Pequeno Brasil.
A obra que hoje arrancou conheceu vários reveses. Os primeiros a receber os direitos de superfície venderam o terreno a um jovem empresário de Luanda, filho de um alto responsável da Sonangol, mas este não deu seguimento por oposição do empresário francês Charlie, que tem a sua residência bem próxima. Aliás , essa é uma história que vamos contar nos próximos capítulos trazendo os rostos das figuras que estiveram na negociata e os valores envolvidos no trespasse do terreno. Não é pouco dinheiro. Foi um negócio milionário, tendo no meio governantes, oficiais superiores da polícia e alguns jovens “mixeiros”. Foi um autêntico pacto de delapidação de um bem público para tirar dividendos financeiros.
Voltando, após essa fase conturbada, o jovem empresário que neste momento se encontra fora do país, acionou os seus amigos junto do governo de Benguela e central, para dar sequência ao projecto. Há fortes indícios do mesmo ter subornado algumas figuras do governo de Benguela na obtenção e aprovação da licença para a construção de uma estrutura de caracter definitiva próximo ao mar, longe do cumprimento dos 500 metros exigidos por lei.
Fontes da administração municipal fazem saber que o governo de Benguela está de mãos atadas e nada poderá fazer para travar a obra, sob argumento de que o espaço foi devidamente autorizado pela anterior administração, mesmo admitindo que teria sido feito ao arrepio das normas legais e acrescido ao argumento de que no local já existem empresários ergueram restaurantes que se encontram em funcionamento.
Assim, o governo estará de camarote a assistir a mais um crime ambiental cometido à luz do dia. Mesmo Falcão, o governador de Benguela, habituado a assumir um discurso duro para defender o certo, deverá ser vencido pelo capital financeiro dos donos da obra.

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