O desporto da na província de Benguela continua moribundo. A província não consegue se impor nas mais diversas modalidades. O andebol que era um dos maiores orgulhos da província sucumbiu. A crise levou os clubes a seguir o caminho da contenção. De grande reveladoras de talentos,  as equipas de Benguela passaram a viver do pouco e com uma qualidade longe de ombrear com os clubes de Luanda.

O futebol não saiu do mesmo. Manutenção na primeira divisão foi o único objectivo perseguido pelas equipas de Benguela: Académica do Lobito e 1º de Maio. As duas formações, mergulhadas em crise financeiras se precedentes chegaram ao fim de do campeonato por milagre. Os estudantes que se livraram da sombra da despromoção apenas na última jornada viveram uma temporada para esquecer.

Os proletários fizeram uma temporada tranquila. Chegaram ao fim com objectivo alcançado com grande folga. O sucesso do 1º de Maio teve muitos obreiros. Um deles é o ponta de lança Kaporal. Nascido há 22 anos, na província do Namibe, João Chingado Manha, mais conhecido por Kaporal, tão cedo veio a Benguela, onde começou a dar os primeiros passos. O girabairo foi primeiro palco de Kaporal, tendo sido descoberto pela equipa HCB, formação do empresário Higino Chimuco Baptista.

Na edição passada do girabola Kaporal foi o abono de família dos proletários, tendo balançado mais 11 vezes as redes. A proeza lhe valeu o titulo de segundo melhor marcador do girabola.

Um atleta com talento invejável que desponta numa posição em que futebol nacional tem seria carência. Kaporal é um daqueles atletas que para além de marcar golos, tem bom drible e é um excelente marcador de bolas paradas.

Por tudo o que demostrou na temporada, dificilmente Kaporal ira manter-se na equipa do 1º de Maio. O Inter de Angola pode ser o próximo clube do jovem atleta que tem tudo para dar certo no futebol nacional.


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