Rui Falcão contrária João Lourenço

Angola está em transformação. Os sinais de mudanças abrem caminho para um Estado verdadeiramente democrático e de direito. O novo chefe de Estado angolano, João Lourenço, tem assumido a dianteira deste combate. Há entre os angolanos a confiança para a concretização desse objectivo, há muito almejado.

Entre os membros do executivo, há também aqueles que estão longe de seguir a pedalada de João Lourenço. Muitos estão a furar o navio e remarem para outra direcção. É o caso do governador de Benguela Rui Falcão. Aos poucos vai saindo da “rolha” e exibindo as garras de um político talhado apenas para um Estado monolítico.

Nesta quinta-feira, Rui Falcão é denunciado pelo correspondente da rádio Ecclésia ter orientado os seguranças a impede-lo de aceder o interior do palácio do governo provincial para proceder a cobertura jornalística da cerimónia de cumprimentos de fim de ano.

Na revelação feita nas redes sociais pela vítima, o jornalista do José Manuel Alberto conta que a orientação foi cumprida e executada por um agente da polícia nacional auxiliado por um funcionário do Centro de Documentação e Informação, CDI, sob justificação da rádio Ecclésia não constar da lista dos órgãos de comunicação social convidados para o evento.

Na lista, integrada apenas por órgãos públicos e alguns privados do arco da governação, segundo a publicação feita nas redes sociais, pelo jornalista espelha a dificuldade do governador de Benguela em apresentar-se como uma figura que representa o titular do Poder Executivo, estando para tal obrigado a respeitar e a tratar os todos os órgãos de comunicação social de igual modo.

O impedimento teria surpreendido o jornalista, uma vez que, teria estabelecidos contactos telefónicos com a diretora do gabinete de comunicação institucional do governo provincial, tendo recebido garantias para a credencial no sentido de assistir e cobrir a cerimónia de cumprimento de fim de ano.

O jornalista com mais de vinte anos de profissão, lembra que essa é primeira vez, na história da Angola multipartidária que um governador exclui jornalistas.

É lamentável que ainda existam no país governantes com mentalidade virada para o passado, sem o menino de esforço para se adaptarem os novos tempos. Há necessidade urgente para lavagem mental a incutir os valores dos novos tempos.

O acto, por si só, consubstancia intimidação e ameaça à liberdade de imprensa e de expressão, pois nada impede que o jornalista participe de um acto publico do governo, à luz da legislação angolana.

“Com este acto,  o governo de Benguela impediu o jornalista de exercer a sua actividade e, consequentemente, privaram o povo de aceder à informação que seria produzida”. Uma acção que revela arrogância e crime de abuso do poder por parte dos agentes de segurança e dos integrantes do gabinete de comunicação do Governo provincial de Benguela.

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