Médicos de Benguela prometem greves rotativas e outros protestos

Um grupo composto por 42 médicos, sediados na Província de Benguela, Angola, promete sair às ruas na segunda-feira, 18 deste mês, avançou ao nosso jornal fonte próxima. Em causa, relatam, está o não enquadramento na carreira profissional por parte do Ministério de tutela e das autoridades da província.
Numa nota chegada à nossa redação aqueles profissionais de saúde dizem ter terminado o curso superior de saúde na Universidade Katyavala Bwila (Faculdade de Medicina) há quatro anos, tendo sido, para o efeito, colocados nas mais variadas unidades sanitárias da província como enfermeiros com a promessa de se reajustar a categoria tão logo houvesse concurso público interno.
A nota acrescenta que há meses participaram de um concurso interno de preenchimento de vagas mas no final do mesmo foram excluídos com o pretexto de que aquele era exclusivo a novos médicos que não fossem da função pública.
Foi, igualmente dito, prossegue a nota, que não seria problema a sua inserção na categoria médica porquanto a província contava com um elevado número de médicos falecidos e reformados e que aquelas vagas serviriam para resolver o problema.
Certo é que, continua, até a presente data nada foi feito a respeito. Frisou. Para agudizar ainda mais a crise, as autoridades sanitárias, a nível nacional, anunciaram para breve mais um concurso público interno, em Benguela, mas com apenas duas vagas num universo de 42 médicos que aguardam enquadramento.
“trabalhamos descontentes, sem motivação alguma e estamos cansados de ser esquecidos. Se conseguem enquadrar mais de 900 médicos novos e sem experiência de trabalho porquê que não nos colocam também? Trabalhamos há quatro anos como médicos e ganhamos como enfermeiros e ainda assim nos esquecem? Será que somos menos médicos do que os outros? Será que não merecemos?” pode ler-se na nota enviada ao nosso jornal.
Diante desse desanimo aquele grupo anunciou, na tarde desta quinta-feira, que se vai manifestar junto à Direcção Provincial da Saúde de Benguela. Os médico, alguns que falaram sob anonimato, não colocam de parte paralisar todos os trabalhos por si realizados nos hospitais nos próximos dias, com vista a chamar atenção às autoridades competentes a resolverem o seu problema.
A nossa redação contactou uma fonte ligada à Direcção Provincial da Saúde de Benguela, liderada por António Manuel Cabinda, que não aceitou ser identificada mas adiantou que a estrutura provincial não tem nenhuma responsabilidade neste processo remetendo-o para a Ministra da Saúde, Silvia Lutukuta, entidade que, de igual forma, tentamos contactar mas todos os esforços feitos por nós resultaram em saco roto pelo que continuaremos a tentar nos próximos dias a fim de ouvir reações daquela instância governamental.

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