Entra ano, sai ano, e a notícia repete-se, sustentada por diferentes rankings: Luanda é a cidade mais cara do mundo para expatriados. Desta vez, o título tem a chancela da ECA International, que analisou 262 cidades e concluiu – tal como aconteceu com a empresa Movinga, em Julho deste ano, e com a Global Mercer, um mês antes – que a capital angolana destaca-se pelos preços elevados.

No caso da classificação ECA, a posição de Luanda é explicada sobretudo por dois factores: más infra-estruturas e “força” da moeda, sendo necessário gastar cada vez mais kwanzas para adquirir bens e serviços.

“Os preços dos produtos consumidos pelos trabalhadores internacionais destacados para Luanda, já de si elevados pelas deficientes infra-estruturas e procura significativa de combustíveis, continuam a subir”, destaca Lee Quane, um dos directores da ECA International.

Em declarações citadas pelo jornal International Business Times, o responsável acrescenta que os câmbios que se praticam no mercado negro também contribuem para o encarecimento dos produtos importados, a categoria de eleição dos expatriados.

O ranking da ECA não inclui os custos com habitação (arrendamento, electricidade, gás e água), nem com carros e despesas escolares, por estes estarem normalmente incluídos em pacotes comportados, separadamente, pelas empresas.