Luanda deve preparar-se para autarquias – secretário-geral do MPLA

A realização de eleições autárquicas impõe o aprimoramento dos níveis de organização e funcionamento das estruturas intermédias do partido na província de Luanda, disse hoje, sexta-feira, o secretário-geral do  MPLA, António Paulo Kassoma.

Paulo Kassoma falava na IV conferência provincial extraordinária do Comité Provincial do MPLA de Luanda que elegeu Adriano Mendes de Carvalho, como primeiro secretário, em substituição de Francisco Higino Lopes Carneiro.

O coordenador do grupo de acompanhamento do Secretariado do Bureau Político para à província de Luanda disse que esse aprimoramento deve acontecer em toda a província, nas zonas urbanas, peri-urbanas, rurais e nas comunidades com maior densidade populacional.

Segundo Paulo Kassoma, a execução do plano intercalar prevê a aprovação de um novo estatuto orgânico para Luanda, visando o estabelecimento de uma nova forma de governação, a mais próxima do cidadão e dos seus problemas

“O referido estatuto será um pacto importante rumo a implementação gradual do poder autárquico. Este processo preconiza a desconcentração financeira e descentralização administrativa, em busca de uma maior eficácia dos resultados e eficiência no desempenho dos programas do Governo e efectividade dos produtos e serviços por eles disponibilizados, para a satisfação dos cidadãos”, afirmou.

Na ocasião, o primeiro secretário eleito, Adriano Mendes de Carvalho, agradeceu o voto de confiança que mereceu dos delegados e apelou a união e a coesão dos militantes. Manifestou a sua inteira disponibilidade no cumprimento das tarefas, no âmbito dos grandes desafios que se avizinham.

Adriano Mendes de Carvalho afirmou que tudo fará para que, mais uma vez, o MPLA em Luanda se apresente forte nos próximos compromissos eleitorais.

Intervindo na conferência, Higino Carneiro, que cessa as funções de primeiro secretário provincial do MPLA em Luanda, lamentou a forma irresponsável de como se escreve, se divulgam, reproduzem e como se difamam as pessoas nas redes sociais, pondo em causa a solidez das estruturas e coesão do MPLA.

“Tudo isso é difundido de modo mecânico e automático, sem qualquer reflexão sobre as consequências advenientes destas nossas inadvertidas e nefastas mensagens. A grande maioria das informações que se divulga é falsa,” afirmou.

O primeiro secretário cessante disse ainda que muitíssimas mensagens são subscritas por falsos militantes do MPLA que usam e abusam da idoneidade do partido.

Higino Carneiro questiona se de facto essas pessoas são militantes do partido, porquanto os militantes devem expressar-se nos comités de acção, no intuito de fazerem chegar as suas inquietações, opiniões e propostas, e não nas redes sociais.

O secretariado do Bureau Político, prosseguiu Higino Carneiro, aprovou uma directiva sobre o uso das redes sociais em prejuízo da imagem do MPLA e haverá consequências disciplinares para os que violarem as recomendações expressas nesta directiva.

A IV conferência provincial extraordinária do MPLA teve como agenda de trabalho a apresentação da situação política e partidária da província de Luanda, a eleição do primeiro secretário e a análise e a aprovação de documentos reitores.

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