Começado há pouco mais de um ano, o processo que ficou conhecido como “rapto do Pastor Adventista do Sétimo dia”, no caso Daniel Cem, chega, finalmente, ao fim, esta sexta-feira 29, quando o juiz da causa, apresentar a sentença, na sala de audiências da décima terceira secção dos crimes comuns, do Tribunal Provincial de Luanda, Dona Ana Joaquina, sito no Golf Estoril, ao Município do Kilamba Kiaxi, em Luanda.
O processo que conta com sete réus, todos dirigentes da Igreja Adventista do Sétimo dia, em Angola, cujo ofendido e queixoso é Daniel Cem, outro pastor da mesma Igreja, surge depois de este último ter sido raptado por elementos, segundo a acusação do Ministério Público, ligados àquela igreja, mandatados pelos Pastores, hoje, réus, tendo à testa Teixeira Vinte, Secretário da União e um confesso “inimigo de estimação” de Daniel Cem, por sinal seu sogro.
O Ministério Público e o juiz da causa acusaram e pronunciaram, respectivamente, os arguidos/réus nos crimes de rapto violento, roubo qualificado e calunia e difamação, crimes que, segundo fontes que acompanharam as audiências de julgamento ficaram clarificados quanto a sua execução porquanto os réus assumiram ser os autores da carta publicada no jornal, O Crime, (calunia e difamação) e os encontros que a acusação entende serem os preliminares e preparatórios do crime de rapto bem como o veículo utilizado no crime pertencente e assumido por um dos réus.
Neste ponto de vista ficaram, também, patentes, os conflitos há muito existentes na Igreja, entre os Pastores acusados e o lesado que como ficou clarificado o lesado impedia a realização de certos “negócios” daqueles bem como a intenção dos mesmos em impedi-lo a ser catapultado ao cargo máximo da Igreja em Angola.
De recordar que aquando da apresentação das alegações o advogado assistente da acusação, Alcíneo Cristóvão, solicitou ao juiz da causa que o réu Teixeira Vinte seja condenado na pena de 16 anos de prisão maior por o considerar antro de todos os crimes ocorridos, carregando, desta feita, os demais réus na co-autoria.
A defesa entendeu que não existiram factos suficientes para sustentar essa posição. Entendedores da matéria avançam que apesar da posição da defesa, normal nestes casos, o juiz da causa poderá condenar os réus nos crimes a que foram acusados porque o juízo deste não depende do entendimento dos advogados.


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