Mais de 79 milhões de kwanzas foram investidos neste ano pela Empresa de Águas e Saneamento de Benguela (EASB) para ampliar a oferta de água tratada à população das partes altas da Zona B, nos arredores da cidade de Benguela, e do município da Baía Farta.


INVESTIMENTOS EM EQUIPAMENTOS AUMENTAM OFERTA DE ÁGUA PARA A POPULAÇÃO (ARQUIVO) FOTO: PEDRO PARENTE


Ao fazer o balanço das actividades de 2017, o presidente do Conselho de Administração da EASB, Alberto Jaime, avançou que os investimentos permitiram a aquisição dum novo sistema de bombagem instalado em Agosto deste ano na Estação de Bombagem de Água Tratada de Benguela (EBATB), o que aumentou a produção de 40 mil para 45 mil metros cúbicos por dia.

Alberto Jaime ressalta que a execução do plano de melhorias operacionais em equipamentos visou garantir um atendimento adequado ao crescimento populacional da periferia das cidades de Benguela e da Baía Farta, onde havia escassez de água, principalmente nas partes altas.

Entre os resultados deste ano, o também engenheiro aponta a reabilitação do campo de furos do Cavaco para aumentar o volume e a capacidade de distribuição de água nas zonas altas das duas localidades, para além da instalação de uma nova conduta de 1.500 metros no bairro Miramar (Benguela).

A nível comercial, como sublinha, foram alcançados de igual forma números expressivos, não obstante a necessidade de mais trabalho no terreno com o re-cadastramento dos clientes e a elevação dos rácios de cobranças próximos dos 90 porcento.

Apesar disso, admite que não foram materializados, por limitações de recursos financeiros, os principais objectivos estratégicos delineados para 2017 para a prossecução dos investimentos não só nos municípios do litoral como do interior.

Do montante de um bilião, 441 milhões, 771 mil e 521 kwanzas solicitados ao Ministério das Finanças, só foram atribuídos à Empresa de Águas e Saneamento de Benguela 552 milhões, 391 mil e 972 kwanzas, o que representa apenas 38 porcento das necessidades, como explica Jaime Alberto.

Comparativamente a 2016, segundo a fonte, o valor alocado à empresa em 2017 baixou 12 porcento, sendo que a tendência é a de que no próximo ano sejam eliminados os subsídios aos preço, pelo que será um enorme desafio às capacidades de gestão e arrecadação de receitas da EASB.

Dá ainda conta de que as receitas não cobrem os elevados custos operacionais da empresa, seja com combustíveis, lubrificantes, manutenção dos sistemas e químicos, seja com os salários.

“Em 2017 vivemos um quadro de quase insustentabilidade, que tem afectado não só as dinâmicas de gestão e operacionalidade, mas também as acções de responsabilidade social da empresa para com os trabalhadores”, salienta o gestor.

No entanto, 32 funcionários da Empresa de Águas e Saneamento de Benguela que passaram este ano à reforma foram recentemente homenageados pela sua coragem, tenacidade e sacrifício consentidos no crescimento da instituição.


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