Os crimes de gestão danosa e de peculato (desvio de dinheiros públicos) estão no centro da maioria das suspeitas, avançou Ricardo João, técnico da UIF.

Segundo o responsável, em declarações à Rádio Nacional, citadas pela agência Lusa, “ao longo deste ano as estatísticas das suspeições rondam as 130”.

O levantamento foi apresentado à margem de uma palestra sobre a Prevenção ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, promovida pelo grupo parlamentar do MPLA, no âmbito do seminário de capacitação sobre a Prevenção dos Tipos de Crimes a que Estão Sujeitos os Titulares de Cargos Públicos.

Criada em 2011, a UIF responde ao titular do poder executivo e ao Banco Nacional de Angola, tendo como missão prevenir e analisar operações suspeitas de branqueamento de vantagens de proveniência ilícita ou financiamento do terrorismo. Este trabalho é desenvolvido através da recolha, centralização, análise e difusão, a nível nacional, da informação referente a este domínio.