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A vingança no Porto do Lobito: despedimentos selectivos em curso na empresa

Reclamação mais Greve igual a despedimento. A fórmula volta a ser aplicada no porto do Lobito, onde dezenas de trabalhadores, que lideraram no mês de Setembro à greve por causa de quatro meses de salário em atraso, estão na “corda bamba” rumo ao desemprego. Segundo denuncias, mais 100 trabalhadores encontram-se nessa condição. Recentemente, o conselho de administração do Porto do Lobito distribuiu cartas de rescisão de contrato, num processo selectivo de limpar os contestatários

Entre os afectados, o sentimento é desespero. Muitos que falaram sob anonimato por temerem represálias, lembram que o problema deve-se ao facto de o patronato ver os funcionários como inimigos, por isso, procura, a todo custo, combatê-los, persegui-los como se fossem uns fora da lei. Aliás, os gestores da empresa pública fecham-se em copas para evitar o diálogo com classe trabalhadora.

“Há muitos portuários que estão porta de serem demitidos pelo patronato por defenderem os interesses dos trabalhadores e consequentemente sentem-se intimidados sem representação e sem direitos”, disse um dos funcionários que viu a ser rebaixado de operador de máquina a empregado de limpeza.

 Por outro, o Executivo não tuge nem muge relativamente à perseguição de que os portuários são supostamente vítimas. O Ministério dos Transportes, tem conhecimento da situação mas nada tem sido feito com vista a refrear o problema. Nesta altura, contam os trabalhadores uma espécie de recolher obrigatório.

“ Somos proibidos a conversar, basta estarmos reunidos para falarmos de questões familiares, a da parte do patronato de receio que se esteja a organizar greve. Estamos literalmente a viver um clima de guerra. Não temos paz”, desabafou outro funcionário que também falou sob anonimato.

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