De acordo com Elias Pinto, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Técnicos de Justiça e Administrativos da Procuradoria-Geral da República (PGR) nenhuma das exigências dos trabalhadores, o que leva à paragem de mais de mil funcionários por todo o país.

Em Outubro, os trabalhadores da PGR afirmavam que não tinham sido “tidos nem achados pela Administração de José Eduardo dos Santos”, pelo que esperavam respostas do novo Governo.

Em cima da mesa estavam a exigência de melhores condições de trabalho, aumentos salariais, promoções e reconversão de categorias.

Os funcionários acusavam ainda o Procurador-Geral da República, João Maria de Sousa, de “falta de transparência e diálogo”.

Elias Pinto reforça agora as acusações, afirmando que João Maria de Sousa “deixa uma má memória enquanto PGR e está prestes a abandonar o cargo sem que tenha feito qualquer esforço para responder às reivindicações dos trabalhadores”.

Elias Pinto lembra que os trabalhadores aguardam, há mais de 15 anos, pela transição do regime jurídico e das respectivas promoções, situação que mantém funcionários entretanto licenciados a trabalhar no sector da limpeza.

“O Ministério das Finanças disponibilizou apenas 25 vagas para a actualização das categorias. Isso é uma brincadeira. Há pessoas à espera há 10, 15 anos, sem conversão de carreira. Isso é muito tempo na vida de um individuo”, diz o sindicalista, acrescentando: “Temos um longa fila de bacharéis e licenciados que continuam a trabalhar no sector da limpeza”.

No dia 11 de Outubro, numa entrevista concedida ao Novo Jornal Online, Elias Pinto afirmava que a esperança dos trabalhadores estava toda em João Loureço, lembrando as promessas feitas no dia 26 de Setembro pelo Presidente da República (PR), no discurso da sua tomada de posse.

O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Técnicos de Justiça e Administrativos da Procuradoria-Geral da República informava ainda, na mesma entrevista, que tinha sido entregue, no dia anterior, uma carta com pedido de audiência a João Lourenço.

“Carta que nunca teve resposta”, lamenta o sindicalista, que deixa ainda um conselho ao Presidente da República quando chegar a hora de exonerar João Maria de Sousa: “Não nomeie outro general para Procurador-Geral da República. A PGR tem bons quadros, não queremos nem precisamos de um militar como Procurador”.