Apenas uma das oito turbinas da Central Térmica do Dundo está a funcionar, deixando grande parte da cidade sem electricidade há um mês.

“De há um tempo para cá não temos recebido combustível”, explicou hoje António Neves, director da Central, citado pela agência Lusa.

Segundo o responsável, neste momento a quantidade de combustível disponível na unidade daria apenas para meio dia de produção se todas as turbinas estivessem a trabalhar.

Aliás, a manter-se este cenário, “é previsível” que a unidade pare completamente, alerta António Neves.

A possibilidade é igualmente avançada pela chefe de divisão de aprovisionamento da empresa pública de Produção de Electricidade (Prodel) para a região Leste, Paula Dulce.

A responsável avisa que o fornecimento de combustível feito pela Sonangol, de 120.000 litros semanais, “não chega para as necessidades”, que são de 500.000 litros semanais.

“A resposta da Sonangol é que não nos dão uma satisfação, a não ser que não têm combustível”, disse ainda a responsável, confirmando que a situação afecta outras regiões do leste de Angola.

O caso da Central Térmica do Dundo, reportado hoje pela TPA, surge numa altura em que a petrolífera nacional está no centro de outra contestação, igualmente por cortes no fornecimento de combustível, desta vez à Fábrica de Cimento do Kwanza-Sul.