MPLA prepara “medidas duras para fiscalizar” militantes nas redes sociais

O secretário-geral do MPLA, Paulo Kassoma, exortou hoje durante a abertura da IV Reunião Ordinária do Comité Nacional da JMPLA, os militantes do MPLA a se absterem de publicitar e partilhar, nas redes sociais, informações susceptíveis de manchar a imagem, a dignidade dos seus dirigentes ou serem atentatórias à unidade e coesão interna do partido.

Paulo Kassoma disse ainda que, com vista a disciplinar a actuação dos militantes do MPLA e das suas organizações sociais e associadas, a direcção do partido vai apreciar e aprovar, brevemente, um código de conduta dos seus militantes nas redes sociais.

“Com a aprovação desse código não se pretende coarctar a criatividade ou liberdade de expressão dos militantes, mas maximizar a energia e a vontade dos militantes cibernautas em acções em prol do engrandecimento do MPLA e da Unidade de acção no seu seio, abstendo-se de contribuir em campanhas, por vezes veladas, de desacreditação do Executivo, dos dirigentes e do partido, fazendo o jogo dos adversários e detractores políticos”, reforçou.

Esta chamada de atenção vem dias depois de o Secretário Itinerante do Comité Provincial do MPLA em Luanda, Bento dos Santos “Kangamba”, ter defendido em público a condenação penal de crimes cometidos nas redes sociais, alegando que cidadãos há, que “violam a privacidade de outrem”, através de publicações que não correspondem com a verdade, e por isso, de acordo com o general, “devem ser penalizados”

Bento Kangamba disse ainda aos microfones da Angop, segunda-feira dia 30, que a inexistência de uma legislação específica, não deve ser empecilho para responsabilizar criminalmente os infractores.

Acusou que o mau uso das redes sociais tem contribuído para a degradação dos valores morais, e fomento de informações caluniosas e perigosas relativamente a segurança pública.

“Alguns compatriotas instigam a confusão, com objectivo de alterar a ordem, tranquilidade e harmonia social. Tal tendência visa igualmente alterar a ordem democrática e constitucional, usando vários artifícios antidemocráticos no interior e exterior do país”, afirmou Kangamba na altura.

Por último, Paulo Kassoma, aconselhou a JMPLA a adoptar, desde já, medidas complementares que possam engajar os seus militantes, amigos e simpatizantes utilizadores das redes sociais a assumirem uma postura que vá de encontro aos desígnios do partido.

A reunião, que encerrou ainda hoje, visou apresentar, discutir e aprovar os relatórios do Comité Nacional (CN) referente a 2016, e de actividades do mesmo ano e do o plano de actividades do CN de 2017.

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