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Detido director-adjunto do serviço de investigação da Huíla

Detido director-adjunto do serviço de investigação da Huíla

O director-adjunto dos Serviços de Investigação Criminal da província da Huíla, Abel Wayaha, encontra-se detido na cidade do Lubango, por envolvimento no descaminho de combustível destinado à central térmica da Arimba, despoletado em Janeiro último.

Em declarações nesta terça-feira à Angop, a propósito do caso, o procurador da República junto do SIC, Adão do Nascimento, referiu que o director-adjunto está detido há 20 dias, no quadro da primeira fase do processo que investiga um grupo de trabalhadores da Sonangol, da Prodel (Agência de Distribuição de Electricidade que gera a central térmica do Lubango) e agentes da polícia de investigação criminal, por descaminho de bens públicos.

Segundo o procurador, o processo de Abel Wayaha teve a fase de instrução concluída e o juiz da causa já se pronunciou, aguardando, neste momento, pelo julgamento.

A segunda fase de investigação do caso começou há dias e conta já com cinco arguidos ainda em liberdade, entre os quais o director dos Serviços de Investigação Criminal na província, Amadeu Alberto Suana.

“Estes não eram arguidos na primeira fase, mas estão nessa segunda (…). Decidimos separar os processos, para não misturar com aqueles que estavam detidos há quase cinco meses”, disse o procurador.

Este grupo de cidadãos, com alguns detidos, entre motoristas, técnicos, agentes da polícia e até governantes, está envolvido no descaminho de 132 camiões cisternas de gasóleo, num total de 4 milhões, 235 mil litros, desde Novembro de 2016, caso descoberto em Janeiro deste ano, que lesou o Estado em mais de 550 milhões de Kwanzas, argumentou.

O referido combustível destinava-se a Central Térmica do Lubango.

Por outro lado, o procurador disse Abel Wayaha é o terceiro oficial do SIC arrolado nesse processo. Os outros dois foram presos em Julho último, numa investigação em que a primeira fase teve 31 detidos.

“Eles não estão directamente envolvidos no descaminho, mas receberam subornos, avaliados em mais de seis milhões de Kwanzas, para libertarem detidos do caso ou evitarem prisões”, aferiu.

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