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Iraqi workers stand near a pipeline as it ejects oil at Al Tuba oil field in Basra, southeast of Baghdad February 19, 2015. Iraq plans to increase its southern oil storage capacity to 15 million barrels by the end of 2015, to help cope with export bottlenecks caused by bad weather and to absorb rising production, a senior official said on Thursday. REUTERS/Essam Al-Sudani (IRAQ - Tag - Tags: BUSINESS ENERGY) - RTR4QAYT

Companhia holandesa paga multa por corrupção em Angola

SBM evita julgamento nos Estados Unidos e paga mais de 200 milhões de dólares

A companhia holandesa SBM Offshore e a sua subsidiária nos Estados Unidos concordaram em pagar ao Governo americano 238 milhões de dólares para encerrar uma acção em tribunal envolvendo a corrupção em Angola e outros países.

As autoridades judiciais americanas disseram que os subornos eenvolveram personalidades na Sonango, mas não deram mais pormenores.

Ao abrigo do acordo, a SBM considerou-se culpada de violar a lei americana de combate a práticas corruptas no estrangeiro não só em Angola, mas também no Brasil, Guiné-Equatorial, Cazaquistão e Iraque.

A companhia admitiu ter pago mais de 180 milhões de dólares em comissões a intermediários, sabendo que parte dessas comissões seriam usadas para subornar entidades estrangeiras.

A SBM tinha já acordado em pagar 240 milhões às autoridades holandesas.

Segundo as investigações, milhões de dólares foram pagos a entidades angolanas, em dinheiro ou em produtos “de valor” não especificados.

A SBMI revelou que uma investigação interna feita anteriormente tinha encontrado provas de que seus representantes em Angola e na Guiné Equatorial podiam ter subornado entidades dos governos desses países.

“A respeito de Angola e Guiné Equatorial há evidências de que pagamentos podem ter sido feitos directa ou indirectamente a autoridades do Governo”, disse o comunicado da companhia que não divulgou, contudo quaisquer, nomes.

O comunicado diz que entre 2007 e 2011 companhias ligadas à empresa usaram “agentes múltiplos” em Angola, incluindo um anteriormente usado para negócios na Guiné Equatorial.

“Há alguma evidência que pessoas ligadas a pelo menos um desses agentes eram entidades do Governo angolano ou estavam associados a entidades do Governo angolano,” disse o comunicado.

“Há também alguma evidência de que o agente usado na Guiné Equatorial poderá ter feito pagamentos a entidades do Governo angolano e que outros tipos de valor foram entregues a entidades do governo e/ou a seus familiares”, continua o texto da SBM que diz não saber qual a percentagem de um total de 22,7 milhões de dólares de comissões que foi usada como suborno.

Dois antigos dirigentes da companhia, incluindo o presidente da Comissão Executiva da companhia, Anthony Mace, e um executivo da filial da companhia nos Estados Unidos, Robert Zubiate, consideraram-se já culpados e aguardam a sentença.

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