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Cabritismo implantado na Mundial Seguro em Benguela

O delegado da seguradora na província é suspeito de ter implantado um negócio com benefícios pessoas, mediante a terceirização  de serviços.

Fontes revelaram ao Pérola das Acácias que as “engenharias” de Beto Carmelino em 2013, quando a Mundial Seguro se instalou nas mediações da estação dos Caminhos de Ferros de Benguela, na cidade de Benguela.  O gestor, viu na mudança uma ocasião “soberana” para empreender e facturar alguns kwanzas. Assim sendo, contam as nossas fontes, Beto Carmelino decidiu criar uma empresa, tida como fantasma, denominada CEPB e celebrou um contrato de prestação de serviço na área de limpeza com a Mundial Seguro, cujos valores ascendiam, na altura, os 900 dólares americanos ao cambio oficial de 10 mil kwanzas.

Após o contrato feitos sem ter revelado aos donos da Mundial Seguro que ele era o dono da CEPB, partiu à busca de funcionários para dar corpo ao trabalho de limpeza. Assim é que chegou a contratar Cecília Pedro, na casa dos quarenta anos, para a empreitada com ordenado na casa dos 30 mil kwanzas. Mas sem revelar os meandros do negócio, tendo ela ficado durante vários anos com ideia de que era funcionária da Mundial Seguro. Porém, a realidade sobre o suposto “golpe” começou a revelar-se a partir do momento em que começou a notar as discrepâncias salarias com as de mais funcionárias.

Como se não bastasse, referem as fontes que temos vindo a citar, Carmelino, além do salário baixo que praticava, não pagava impostos, como a segurança social, apesar de sempre as folhas de salário virem espelhadas com os descontos que eram feitos ao longo de mais de quatro anos.  As “malabarices” do delegado da Mundial Seguro não são longas: Cecília Pedro desde que foi contratada, supostamente nunca gozou férias, conforme estabelece a Lei Geral do Trabalho. A funcionária era submetida a um trabalho quase que forçado durante 12 meses ao ano, sem quaisquer compensações. Como se não bastasse sempre que tivesse doente era descontada sem contemplações.

Há um pouco de uma semana, uma delegação vinda de Luanda enviada pela direcção central da Mundial Segura para apurar as contas e os contratos da delegação, teria se deparado com um mar de ilegalidades na gestão de Beto Carmelino, uma delas tem a ver com o contrato que ele mantinha com a sua própria empresa. Não se sabe ao certo qual vai ser o posicionamento dos proprietários da Mundial Seguro perante o “quadro negro” encontrado em Benguela.

Entretanto, confrontado com a denuncia, Carmelino não quis prestar qualquer informação, tendo apenas afirmado que não prestava contas a terceiros, mas sim apenas aos donos empresa sobre os assuntos correntes da Mundial Seguro.

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