Universidade Katyavala Bwila pode ficar sem professores angolanos

O coordenador do núcleo do sindicato do ensino superior no ISCED de Benguela, Silvano Ngumbe, fala em falta de vontade política. O sindicalista lembra que o está em causa é apenas o cumprimento da lei, mais concretamente sobre subsídios que nunca saíram do papel.

“É de lamentar que desde julho o ministério das finanças que haveriam de incluir os professores universitários no pagamento de subsídios. Só para situar o funcionalismo público contempla cerca de 18 subsídios. Deste número, o ensino superior tem por exemplo direito ao subsídio de investigação, risco, exame entre outros, mas nenhum deles é pago”, lembrou Silvano Ngumbe.

Sem uma luz no fundo do túnel, entre a comunidade universitária vive-se um estado permanente de frustração, descreve o sindicalista que acrescenta que não há animo para trabalho, porque além dos subsídios que não são pagos é também acentuada discrepância salarial entre os docentes universitário e os do ensino geral com o mesmo nível formação académica.

“Os professores estão desmotivados porque em condições humilhantes e desvalorizados. Senão vejamos: o um professor a trabalhar há trinta anos no ISCED esta auferir um salário de quase 150 mil kwanzas, mas se ele estivesse no ensino geral público estaria a receber um ordenado de 350 mil kwanzas”, ilustrou.

Por tudo isso é muito mais, o sindicalista alerta que o ensino superior corre sérios riscos de vir a perder professores. Os sinais para esse sentido estão à vista, muitos docentes já estão a emigrar para outras areias.

“ O executivo tem de fazer alguma coisa. O actual contexto periga a sobrevivência do ensino superior com quadros nacionais, pelo que apelamos as autoridades a intervirem o quanto antes, para travar a fuga dos docentes. Não se pode exigir um ensino superior com os professores a auferirem o salário de miséria”, conclui Silvano Ngumbe.

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