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Teixaira Vinte, o antro da máfia na liderança dos adventistas do 7º dia

Os principais líderes da Igreja Adventista do Sétimo dia, em Angola, começaram a ser julgados, na manhã desta sexta-feira, 29 de Setembro do ano em curso, na décima terceira secção dos crimes comuns, do Tribunal Provincial de Lunada, em Luanda.

A primeira sessão do julgamento que tem estado a levantar questionamentos de vários ângulos, a olhar pela qualidade dos réus, arrancou com a audição dos sete envolvidos.
Acusados e pronunciados, pelo juiz da causa, no cometimento dos crimes de rapto, difamação e calúnia contra um outro Pastor da mesma Igreja, no caso, Daniel Cem, no momento do rapto Presidente da União Nordeste que superintende todas as Igrejas sitas nas Províncias de Luanda, Kuanza Norte, Malange, Uíge, Bengo e Zaire.
Durante os interrogatórios, que começaram por ouvir o réu Garcia José Dala, réu não primário por ter tido já passagem numa das cadeias do País, consubstanciado no apuramento e confirmação dos dados pessoais dos mesmos e que, segundo o juiz, são de resposta obrigatória e com fidelidade, sob pena de ser indiciado por um outro crime de desobediência e falsas declarações, ficou patente que o Pastor Teixeira Vinte, secretário da União é a peça fundamental na orquestra que culminou com o rapto do seu colega de profissão (todos os réus disseram que são Pastores de profissão).
Entendeu-se assim porque todas as peças, quer a acusação do Ministério Público, do advogado assistente como a pronúncia do meritíssimo juiz, apontam a existência de forte inimizade entre o jovem Pastor, Teixeira Vinte de 39 anos e o mais velho, Daniel Cem, queixoso, embora a mesma inimizade seja abrangente aos demais réus.
Para reforçar essa percepção um dos executores do rapto terá confessado, em sede de instrução, que o Teixeira Vinte é que teria encomendado o rapto para fazer com que o Pastor Cem não fosse catapultado a Secretário da União, como se cogitava no seio da Igreja.
Fontes do Pérola fazem saber que vários motivos concorrem para que o jovem Pastor, Teixeira Vinte, se tornasse num inimigo de estimação do Pastor Cem. Entre estes, narra a fonte, enquadra-se a questão ligada ao dinheiro, pois Cem é tido como rigoroso na gestão do dinheiro da Igreja o que não facilita desvios por parte dos colabores direitos.
Vinte, preferia, assim, que a Igreja fosse liderada por estrangeiro que não conhece os meandros dos dinheiros arrecadados. As peças lidas durante o interrogatório declaram que os executores do rapto terão afirmado durante o acto que Teixeira Vinte terá orientado a eliminação física de Daniel Cem, facto que não ocorreu por iniciativa dos mandados.
Tal Pastor revelou o ódio ao orientado juntamente com um outro responsável o arrombamento do gabinete de Daniel Cem horas após a sua libertação. Conta-se ainda que o jovem terá sido preponderante nas manobras feitas pela direcção da Igreja, em Angola, e que culminaram com a expulsão imediata de Daniel Cem dos quadros e fies daquela Igreja com sede nos Estados Unidos da América.
Dos mais novos entre os réus, Teixeira Vinte, a comprovar-se o seu alto empenho arrisca-se a levar uma pena superior entre todos eles, pois, é tido como a chave fundamental do crime.
Lembra-se que a segunda sessão acontece no dia 17 de Outubro e vai decorrer na sala de audiências, da décima terceira secção dos crimes comuns, do Tribunal Provincial de Luanda, sita no Golf dois, junto ao quartel dos Bombeiros daquela circunscrição de Luanda, logo após ao super mercado “nosso super”.

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