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O “pecado capital” de Victor Moita que lhe valeu a humilhação

Nasceu na província do Kwanza-sul mas tem toda sua vivência em Benguela. É nesta terra onde galgou, tornando-se “homem grande”.

O único momento que deixou Benguela por longo período foi por motivo de formação ao exterior do país. Pois, tão logo finalizou, regressou a “cidade mãe das cidades”.
Moita já andou pela Sociedade Civil. Porém, foi na governação onde assumiu o cargo de maior responsabilidade da sua vida, director provincial de energias e águas de Benguela em 2010. Nomeado pelo então governador Armando da Cruz Neto, em substituição de Paulo Narciso Cornélio Jesse que desempenhou a função durante 9 anos, isto desde 2001.
A nível dos camaradas assumiu a pasta de maior relevância, a de secretário para os assuntos políticos, económicos e eleitorais. Nesta qualidade galvanizou simpatia ao passar a mensagem do seu partido para vários sectores, personalidades e até aos “amigos dos inimigos”.
Não era tudo para ele com mão de Isaac dos Anjos foi nomeado em 2014, para vice-governador para os serviços técnicos e infra-estruturas no lugar de Henrique António Calengue.
Esta nomeação teve uma curiosidade, Vitor Moita não tinha sido exonerado das funções de director, exerceu cumulativamente com a de vice quase um ano, até altura da sua substituição por Jandira Laura Ribeiro.

Durante o consulado de Isaac dos Anjos, Victor Sardinha Moita tornou-se no principal cordeiro de Dos Anjos. Ele era a ponte de Isaac em quase tudo. No MPLA era um peça determinante o que lhe rendeu muitos inimigos. Dai que com saída de Isaac dos Anjos é queda era uma questão de tempo.
Pelo que no último pacote de nomeações de Rui Falcão, Victor Moita entrou como uma peça depreciada, num cargo de menor expressão, ou seja, teve uma “queda livre” de vice-governador para esfera técnica, passou para coordenador da comissão técnica de implementação do planeat.
Plano Nacional Estratégico da Administração do Território (PLANEAT)- 2015-2025, publicado em Diário da República I Série- Nº 167, terça-feira, 8 de dezembro de 2015.
É um pensamento governativo inovador que comporta 47 programas, divididos em 4 pontos essenciais, nomeadamente: I. Descentralização e desenvolvimento II. Dinamização e progresso. III. Governo e cidadania IV. Modernização e capacitação.
Quer dizer que a nível local Moita terá obrigação de implementar os pontos supracitados, atendendo a realidade objectiva e concreta da província. Contudo é apenas um livro de “boas intenções”. Logo é um cargo “desprezível” e desconhecido.
Porquanto para Moita é um meio de sobrevivência política. Vale pensar os motivos desta humilhação, pois tem a ocasião para corrigir o que esteve efectivamente péssimo no consulado anterior.
Ainda não é o fim para Moita na sua jovem carreira governativa. Porém, deve ler e observar “os sinais dos tempos”.
É deveras uma humilhação de vice a “quase nada”.


Por: Domingos Chipilica Eduardo

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