O “calote” do Governo Central aos empresários de Benguela

Atolados em dívidas devido a atrasos de até 7 ano no pagamento de contratos e sem explicações convincentes de parte do governo, pequenos e médios empresários de    Benguela foram obrigados a paralisar seus trabalhos e estão na iminência de falir caso não recebam seus créditos.

Numa altura em que, a dívida pública do país cresce de forma “galopante”, o que preocupa a classe empresarial da província de Benguela, que fala em um momento perigoso para a sobrevivência das empresas.

Adérito Areias, um dos mais tradicionais empresários de Benguela, diz que o Governo tem feito orelhas moucas às advertências sobre o risco do aumento permanente do endividamento interno e externo do Estado.

Mas, mais do que o montante da dívida pública, o que mais preocupa o empresário são critérios de liquidação usados pelo executivo, que segundo revela Adérito Areias tem optado sempre em pagar as grandes empresas sedeadas em Luanda, com todas as consequências para a economia nacional.

Agora como uma nova liderança no executivo, Adérito Área espera que o governo mude de caminho, sob pena da economia nacional entrar em colapso.

“Esse é um grande problema das províncias, aqueles que vivem nas grandes cidades já tem esse grande problema resolvido. Nós que vivemos aqui no mato em que a nossa divida muito mais pequena do que as grandes empresas, vivemos sempre aflitos”, enfatizou.

A espectativa do empresário vai além. Olhando para o futuro imediato do país, Adérito Areias espera que nessa nova era quebre também alguns paradigmas, como as do governante-empresário.

“Eu defendo que o arbitro tem de ser neutro. Se o arbitro é neutro e não vai deixar jogar a bola com às mãos, nós aqui vamos estar todos felizes e contentes”, rematou o empresário conhecido pelos grandes investimentos que feito no ramo pesqueiro.

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