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Kamalata Numa determinado a substituir Samakuva

Camalata Numa defende que “estes movimentos, que de espontâneo nada têm, devem parar”.

Numa clara reacção aos sectores que defendem a continuidade de Samakuva, o general na reserva e antigo deputado lamentou a forma como “alguns dirigentes e quadros do partido” têm tentado apelar à permanência do actual líder, considerando que, com isso, “se está a banalizar a instituição UNITA e o seu presidente”.

“O camarada Samakuva, no dia 16 de Setembro de 2017, disse publicamente que se retiraria da direcção da UNITA, na senda do que tem vindo a dizer há muito tempo”, lembra Camalata Numa, para quem “não há razões dos apelos que muitos tentam inflamar porque nada disso conta, por estarmos diante da responsabilidade ética do presidente perante os angolanos que são os soberanos eleitores e contribuintes que temos de respeitar”.

Camalata Numa defende que “estes movimentos, que de espontâneo nada têm, devem parar”. “Vamos aguardar o que ele pessoalmente vai dizer na reunião da Comissão Política, sem necessidade de intermediários”, exorta.

Isaías Samakuva, que reafirmou recentemente o seu desejo de abandonar a presidência da UNITA, negou que tenha sido pressionado a fazê-lo pelos militantes. “Não, isso está fora de questão”, afirmou o então candidato da UNITA a Presidente da República, lembrando que no último congresso, realizado há dois anos, venceu com 82 por cento dos votos, razão pela qual não pode ter havido pressão em tão curto espaço de tempo.

O político, de 71 anos, deixou claro que decidiu sair por vontade própria, devido à idade e ao desejo de se dedicar mais à família. “Estou há 15 anos à frente do partido e tenho de ver também a minha idade, a família e outros afazeres”, esclareceu, para logo a seguir sublinhar que iria continuar no partido “com a mesma energia e motivação de sempre, mas noutras funções”.

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