Ex-Directora do BPC ouvida por crime de peculato

Fonte: Club-k.net
Caso reaberto depois de terem subornado um  Procurador 
O processo que está a ser instruído   pela procuradora Lina Bernarda Ventura Kayolas, veem desde 2012, quando   Ilda Maria Elias Silva desentendeu-se com uma gerente do balcão Central de Malange, Brite  de Fatima Pereira Antunes Sheiman acusando-a de efectuar lançamento de créditos sem a sua autorização.  Ambas eram muito ligadas numa relação ao estilo de mãe e filha e tidas como próximas ao antigo PCA, Antônio da Paixão Junior.
Ao ser inicialmente ouvida   pela Procuradoria em Malanje, Brite Sheiman negou as acusações explicando que não fazia nada sozinha sem a orientação superior da  sua ex-directora Ilda Silva “Boneca”.  Brite Sheiman explicou também como funcionava a rede de concessão de créditos liderada pela  então  diretora  regional  tendo citado uma empresa beneficiaria pertencente a um  suposto empresário e amigo    identificado por “Matos”,  também arrolado no processo como declarante.
Foi ainda   explicado   a ocorrência de um esquema em que  algumas empreendedoras (do ramo do negócio de peixe) abriam  contas empresas, para beneficiar de créditos  e colocavam a antiga  diretora “Boneca” como sócia do negócio.
 Diante das graves revelações de “Brite”, foi despachado de Luanda  para   Malange uma delegação de instrutores da DNEAP – Direção Nacional Investigação e Ação Penal para analisar a possibilidade da detenção da  então diretora da região norte, tendo o caso ficado “abafado”.
 Em Malanje, segundo apurou o Club-k, surgiram  insinuações de que Ilda Maria Elias Silva ficou impune no seguimento de um acto de suborno aos magistrados idos de Luanda. Um dos quais, ficou com a fama  de ter construído um estabelecimento privado  de ensino nos arredores do Zango,  em Luanda com a “oferta”  de que foi brindado para abafar este processo.
 Em Janeiro deste ano, ,  Ilda Maria Elias Silva “Boneca” foi afastada do seu último cargo que foi de diretora da região centro/sul e substituída por João da Costa Ferreira.
 Logo a seguir, o caso foi reaberto, a pretexto de   que não beneficiou da lei da amnistia aprovada pelo então Presidente José  Eduardo dos Santos  por o crime ser correspondente a uma pena superior a 12 anos de prisão.  As partes começaram a ser ouvidas desde o passado dia 20 de Setembro.

Loading...
Input your search keywords and press Enter.

Com um gosto você fica por dentro de tudo