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Escândalo de corrupção na embaixada de Angola na Argentina

Despoletou  um esquema de sobrefacturação  na compra das  novas instalações da Embaixada da República de Angola na  Argentina  inauguradas no âmbito do 40º aniversário da Independência nacional assinalado dia 11 de Novembro. 

Fonte: Club-k.net
Sobrefacturação  na compra do novo edifício da   Embaixada
 
No ano de 2014, a   Embaixada de Angola em Buenos Aires solicitou autorização do  Ministério das finanças para compra de novas instalações e da residência do embaixador que alegou-se  custar o correspondente a 23 milhões de dólares americanos  incluindo  os custos de reparação do imóvel.  Com o despoletar do assunto, veio ao de cima que as instalações da embaixada custaram  USD 13  milhões tendo havido a subrefacturação de  10  milhões de dólares.
 O principal entusiasta do negocio é o adido administrativo da embaixada, Silvio de Almeida, 41 anos,  figura,  que exerce forte influencia sobre o embaixador de Angola em Buenos Aires,  Hermínio Joaquim Escórcio.
 De acordo com a cronologia da ocorrência, as pesquisas   para a compra de uma sede para embaixada   tiveram  inicio,  em 2013,  com Telmo Renato  Silveira, na altura exercendo as tarefas de   encarregado de negócios da embaixada a quem incumbia a tarefa de procurar os imóveis. O mesmo seria afastado da missão   no seguimento de insinuações do adido administrativo Silvio de Almeida   que acabou por assumir a condução do processo da compra do imóvel.
Neste mesmo ano de 2013, o adido Silvio de Almeida   informou   junto  aos seus colegas, como   o então chefe do sector cultural da embaixada, Carlos Emanuel dos  Reis e ao encarregado de negócios, em exercício,  Telmo Silveira que havia encontrado um imóvel por 23 milhões de dólares e que por sua vez, o vendedor,  em caso de efectivação  do negocio desembolsar 10% de comissão   que seria repartido entre os três diplomatas.
Na altura,  uma equipa do ministério das finanças deslocou-se até a Argentina para verificar  o edifício e concluir com o processo de aprovação da compra.
Silvio de Almeida   havia também prometido dar como   comissão  de um milhão  de dólares a um intermediário argentino identificado por “Manuel”. Apos a compra do imóvel, Silvio de Almeida recusou-se em distribuir comissões a todas as partes que a acompanharam o negócio.  Contudo, e face ao incumprimento das promessas,  o argentino “Manuel”  denunciou  que o adido administrativo Silvio de Almeida havia inflacionado o preço do imóvel com a ajuda de um advogado argentino Tarek Made (na foto ao lado) que presta serviços a embaixada de Angola.   Ou seja o Silvio de Almeida pagou apenas 13 milhões de dólares pela compra do edifício da embaixada ficando com 10 milhões no bolso.
No seguimento de pressões interpretadas como   chantagens, o  adido administrativo   Silvio de Almeida teve de dar 350 mil dólares ao intermediário argentino para que este se mantivesse em silencio,  prometendo por outro lado dar mais tarde outros 650 mil dólares, o que não aconteceu.
Inicialmente, o ministério das finanças de Angola  foi  alertada   a cerca  da desnecessidade da compra de  um imóvel de cinco andares para uma missão diplomática com apenas sete funcionários. A embaixada apenas usa dois andares. O alerta   feito pelo então   adido financeiro Job Micolo, mas este foi ignorado e consequente afastado do cargo e substituído por uma financeira.
Fontes consultadas acreditam que o adido administrativo pode não ser obrigado a devolver  os fundos sobrefacturados tendo em conta que  poucos dias de deixar a presidência de Angola, o Presidente José Eduardo dos Santos aprovou e permitiu a publicação de um decreto que arquiva todas as irregularidades cometidas pelos gestores públicos nos últimos cinco anos em Angola.
Outras fontes  alegam que o referido arquivamento apenas abrange a processos da atividade  desenvolvida pela Inspecção Geral da Administração do Estado e pelo facto de o caso da compra do imóvel da embaixada não ter sido sujeito a uma inspeção, o crime  não  prescreve pelo que a Procuradoria da República, junto ao Tribunal de Contas  pode abrir um inquérito para apurar este caso.

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