Blue Oceon despede trabalhadores e decreta falência do Hotel Rio Mar na Catumbela

 

 A razão avançada por uma fonte ligada a Blue Ocean, ter a ver por graves problemas financeiros e que, nos últimos meses, não tem conseguido cumprir os objectivos, em consequência da baixa taxa de ocupação. Com isso, o hotel de quatro estrelas, muito bem localizado com vista privilegiada para o rio Catumbela, teve as portas lacradas, deixando quarenta  e três trabalhadores ao desemprego.

Entretanto a versão dos funcionários que se viram atirados ao desemprego contrariam as explicações do patronato. Em entrevista exclusiva ao Pérola das Acácias revelaram que foram informados há uma semana sobre trabalhos de desinfestação do edifício que deveria ser executado pelos bombeiros. Mas no dia combinado, sábado 28 de outubro, como era normal, todos os funcionários se fizeram presente para cumprir com os deveres funcionais.



Segundo relatam, foram surpreendidos pela gestão do Blue Ocean que comunicou a todos os trabalhadores sobre o fim da relação laboral que mantinham a partir daquela data, pelo que deveriam se fazer presente na segunda-feira, 31 de outubro, para assinarem o fim de contrato.

Em frente ao estabelecimento, estavam reunidos diversos funcionários desesperados e clamando por uma solução. Matilde Canhanga, que prestava serviços para o hotel como camareira há 11 meses, não consegue aceitar a situação: “Somente sábado avisaram que não poderíamos mais entrar aqui, não sei como eles podem fazer isso”, reclama.

Visivelmente aflita, Matilde Canhanga, funcionária do hotel desde dezembro de 2016, conta que foram enganados, uma vez que tudo que foi dito pela direcção da empresa não passou de mentira. Eles fizeram tudo para nos ludibriar com falsas informações.



“Recebemos uma informação da direcção dizendo que haveria uma desinfestação no hotel Rio Mar, pelo que o hotel deveria fechar por três dias, mas no dia da reunião nos informaram que o mesmo iria fechar as portas definitivamente”, informou a funcionária.

 Manuel Alberto reforça a ideia da colega e lembra que foram tratados como objectos. “Além de nos terem nos dispensados, fomos humilhados”.

Há cerca de um ano a funcionar na empresa nadesde da inauguração

Maria Rosa, mãe de cinco de filhos, não encontra explicações da opção da empresa em decretar falência. Com a voz embargada de lagrimas, vê o futuro comprometido, sem formas de como poderá sustentar a família. “Eu sou chefe de família, tenho cinco filhos, assim vou ficar desempregada, não terei como sustenta-los.”, ilustrou.

Outro funcionário que não quis revelar o nome, criticou a postura do hotel em despedi-los sem aviso prévio. “ Não podemos aceita ser tratado desta forma, eu trabalho na recepção, uma areia que controla as entradas de hospedes, por isso, não acredito nas explicações sobre os motivos de se estar a encerrar o hotel. Há dinheiro”, apontou.

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