Ao profeta – Pérola das Acácias

Acumulávamos comportamentos reprováveis, imorais, comemos a própria maçã dia após dia, transformamos isto em verdadeiras “Sodomas e Gomorras”. O “pecado” comia a nossa dignidade, comia o nosso dinheiro, levava a nossa água, a nossa energia, levava as nossas estradas, os nossos passeios, levava o nosso saneamento, levava o nosso bem estar, levava a nossa igualdade social. O “pecado” levava a nossa saúde, a nossa educação, a nossa segurança. O “pecado” levava tudo porque nós somos pecadores. Até que o pai anunciou que te ia enviar. A ti, profeta, para nos livrar do “pecado”, para nos orientar e guiar, para ouvirmos a tua palavra. A ti, profeta, para nos salvar.

Começaste a tua pregação em Fevereiro, nas terras altas da Chela. Foste incansável, dia e noite, província a província, município a município. Muitos de nós acompanharam a tua pregação religiosamente. Ouvimos a tua palavra. Muitos de nós acompanharam a tua jornada fisicamente, outros, não largaram a rádio, a televisão, os jornais e as redes sociais. E quando surgiram outros profetas, nós não acreditamos. Já sabíamos que surgiriam outros profetas. Nós ouvimos a tua palavra. Nós acreditamos na tua palavra.

Quando nos disseste que ias transformar água em vinho, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando nos disseste que ias curar os nossos filhos, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste que ias curar os paralíticos, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste para jogarmos as nossas redes ao mar, pois pescaríamos com fartura, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste que irias tirar os demónios dos nossos corpos, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste que ias purificar o nosso corpo e fazer andar e mover os deficientes, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste que irias acalmar a tempestade, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste que os cegos voltariam a ver, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste que ias multiplicar o pão e o peixe e dividir para todos, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos. Quando disseste que ias andar sobre a água, sabíamos que iria ser difícil, mas acreditamos.

Por fim, a tua pregação culminou na tua terra natal, onde nasceste para o mundo, destinado a conduzir os nossos destinos. E na hora de decidir, decidimos sem hesitar. Tu és o nosso profeta, tu és o nosso guia. Não ouvimos a palavra de outros profetas, não seguimos outros profetas. Só a ti, profeta, depositamos nossa confiança, nossas esperanças, nossos destinos, nossa vida.

No dia 26 de Setembro, tomaste posse, como sucessor do pai. O momento foi partilhado com orgulho por milhares de nós, teus seguidores, teu rebanho. O nosso sonho de uma vida melhor nascia ali. O nosso sonho de um país mais justo e igual para todos. Morria um passado recente. Morria toda a incerteza em relação ao nosso país. Quando escolheste os “anjos” que te iriam auxiliar, muitos deles jovens, ainda com dentes de leite, sem cheiro a “pecado”, ficamos felizes. O país iria mudar. O teu rebanho exultou com a mudança eminente até ao dia 28 de Setembro. Ao terceiro dia, ressuscitaram as incertezas, a desconfiança, o medo, a decepção.

Escolheste os apóstolos ministeriais e provinciais.

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