Tropa da Casa Militar da Presidência morre em missão privada de um general

Conta-se que tudo aconteceu por volta das doze horas e trinta minutos quando a carrinha em que o militar se fazia transportar foi abordado por um grupo de quatro meliantes, dois dos quais armados com armas de fogo de tipo AKM, tendo de imediato disparado à queima roupa contra o respectivo militar que se encontrava fardado e armado com uma pistola de marca Makarov.
A ocorrência que está a ser considerada um verdadeiro filme de Nova-York terá começado longe do Município mais a norte de Luanda, Cacuaco, pois acrescentam as testemunhas oculares ouvidas pela reportagem do Perola, no terreno, a carrinha de cor branca em que se fazia transportar o soldado morto levava ainda três outras pessoas de nacionalidade chinesa.
Os chineses, donos da carrinha, terão ido a uma empresa onde levantaram seis milhões de kuanzas e regressavam à casa com aquele dinheiro.
No entanto e como tem sido prática dos estrangeiros que fazem negócios com oficiais do exército, UGP e a Casa de Segurança, do Presidente da República, aquele soldado foi colocado numa dessas empresas privadas, no asseguramento quer das instalações como da transportação de valores monetários que a referida empresa movimenta.
Chilachi Olepapue, como era tratado, e outros efectivos da Casa de Segurança têm estado a ser utilizados pelos oficiais da mesma unidade, para cuidarem de asseguramento e proteção de empresas destes oficiais embora tais sejam privadas.
É assim que ocorre nas empresas de construção civil, fábricas, residências, supermercados em que estejam envolvidos oficiais daquela unidade presidencial e de outros ligados quer às FAA como à Polícia Nacional.
Testemunhas da ocorrência contam que os marginais paralisaram o trânsito que se fazia no sentido Benfica Vila de Cacuaco. “eles chegaram de um carro pequeno recente e uma motorizada. Fecharam a carrinha dos chineses dispararam logo contra o guarda, fardado, um tiro no peito, lado esquerdo e o outro no ombro. Assim que viram que ele caiu, receberam a pasta do dinheiro das mãos de uma chinesa que também ficou ferida, com uma bala incendiaria, no dedo indicador direito, e fugiram”. Concluiu.
Um taxista que assistia tudo com muito medo afirmou que viu um filme em pleno dia sem que nada fizesse. “não poderíamos fazer nada porque eles estavam armados. Chegaram aqui dois polícias da BET, um deles estava com uma pistola bem fusca, fez um disparo contra os bandidos e o segundo a pistola encravou, enquanto isso eles tiravam o dinheiro do carro. Apareceu um senhor civil do outro lado da estrada, sentido Cacuaco Benfica que fez dois disparos certeiros contra os bandidos. Acho que feriu dois deles e só com isso eles subiram no carrito que trouxeram e fugiram no bairro. Rematou.
A actuação dos bandidos consubstanciada pelo sentimento de relaxe que mostraram está a levantar as suspeitas de que os mesmos tenham tido pistas da existência do tal dinheiro e em que carro e a falta de policiamento naquela zona e no respectivo horário.
O jovem morto que reside no Município de Viana deixa mulher e filhos e era o cabeça de família. A forma cruel como perdeu a vida e a missão que lhe fez morrer estão a levantar comentários nada abonatórios contra o uso que lhes é feito. Aliás, o caso de uso indevido das forças do Estado para proteger empresas privadas é um dos primeiros temas bicudos que João Lourenço terá de resolver para colocar uma pedra de “basta” nestes comportamentos que não separam interesses estatais do particular.
Oficiais superiores e generais do exército, da Casa de Segurança e Parte da Polícia Nacional, não contratam empresas de segurança privada para a protecção das suas empresas, já que os próprios efectivos, pagos com o dinheiro do Estado, desempenham esse papel numa clara promiscuidade em violação da própria Lei.
A Casa de Segurança é citada com alguma relevância nesse tipo de promiscuidade já que as principais empresas que envolvem chineses, mesmo não sendo estatais, são protegidas por militares da antiga casa militar. Os generais Dino e Kopelipa lideraram esse mercado de uso de forças estatais em benefício próprio mas de algum tempo a esta parte a “moda” arrastou-se aos demais oficiais, bastando para tal, alguma influência na unidade.
Para citar alguns exemplos, em Cacuaco, na zona de exploração de inertes há empresas privadas que são protegidas pelas tropas da Casa de Segurança. Ainda em Cacuaco, nas imediações do desvio do Sequele, próximo ao depósito de medicamentos, há uma empresa privada que não se conhece o seu objecto social mas que é protegida pela UGP.
No zango, há muitas empresas que têm esse tipo de asseguramento, sem, no entanto, falar do Benfica, Viana sede, Camama e um
Vasco Teca Gama
No zango, há muitas empresas que têm esse tipo de asseguramento, sem, no entanto, falar do Benfica, Viana sede, Camama e um pouco pelo País, incluindo fazendas de militares com poder de defraudar à Lei.

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