Chipilica Eduardo


Não obstante as contrariedades iniciais, as equipas reuniram os seus melhores jogadores e todo material necessário para enfrentarem um adversário astuto e maquiavélico que a priori sabiam que perderiam.
Ora, quando o jogo estava prestes a começar, viram movimentos estranhos, só que para o bem de todos hipocritamente ignoraram. Todavia, quando o árbitro deu o apito inicial da contenda, já estavam no interior da relva jogadores por excessos da equipa convidante. Apesar de ser sido alertado o juiz da partida da flagrante ilegalidade, fingiu bem não ver nada e não aceitou as reclamações. Tinham-no vendados os olhos! E a bola rolava, faltas perigosas não assinaladas, mais tarde, o que devia ajuizar, tornou-se parte de uma parte!
O jogo ainda não tinha terminado a equipa convidante já cantava vitória, esqueceu-se que faltava o apito final do árbitro.
Os perdedores sempre marginalizados, entraram em suspiro, gritaram que se tratava de injustiça e tudo piorou quando a equipa de arbitragem, depois de alguns mergulhos, sem rodeios confirmou a “derrota dos derrotados”.
Os perdedores discordaram do resultado, afirmaram que houve batota. Tentaram por vários meios demonstrarem os erros do juiz da contenda, socorreram-se dos registos, das provas documentais e testemunhais contudo sem sucesso. O resultado tinha sido proclamado, não obstante a discórdia e a divisão de equipa de arbitragem.
Assim, surgiram da cartola, comentaristas desportivos assalariados, escravos dos vencedores, em uníssono disseram que o resultado foi justo e os perdedores são meros rebeldes. Até um membro da federação já contou algumas favas para todos.
Os perdedores não se conformaram, também formaram os seus comentaristas e alguns afirmaram que o juiz principal estava a ser manietado e que um criminoso o controlava remotamente. Furioso, o visado saiu em defesa da sua honra. Todo mundo já não viu um arbitro mais sim um membro da equipa vencedora.
Restava a Federação como alternativa para os derrotados no entanto, todos os protestos dos perdedores foram negados com pompas e circunstâncias, o vencedor foi coroado, com louvores pastorais, sobas e intelectuais da boca.
O treinador dos vencedores no seu discurso de vitória, desabafou arrogantemente humilhando os vencidos e com convites para cerimónia da consagração aliás demonstrou a veia monstruosa e tremenda dos galardoados, os impecáveis!
É verdade que “quem perde, não perde tudo”, por isso os humilhados continuarão mendigos no salão nobre com pretexto de lutarem por nós, e nós voltamos a vida real, bons adeptos!
Poeta que não é poeta

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