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Novas ‘detenções’ em Benguela: empresário Edilson “Dilcinho” Lacerda encontra-se foragido

Uma “novela” com sabor ao discurso de campanha do MPLA contra à corrupção e que promete novos capítulos interessantes. Delcinho é “amigo do peito” do Governador, Rui Falcão Pinto de Andrade, que, recentemente, avisou que não veio à Benguela para brincadeiras.
Por: Nelson Sul D´Angola

O empresário Edilson “Dilcinho” Lacerda, dono da firma Transcomércio, Lda., encontra-se foragido da Justiça e procurado pelos Serviços de Investigação Criminal. Acusado pelo Ministério Público (MP) de ter beneficiado de milhões de dólares em subfacturação no aluguer e venda de viaturas à empresa pública de Águas e Saneamento de Benguela e Lobito -EASBL-, o empresário do sector dos transportes e da hotelaria foi alvo de duas notificações, esta semana, pelo Tribunal Provincial de Benguela, no âmbito do desdobramento da operação que levou a detenção dos ex-directores da referida empresa pública de águas, por desvio de mais de 60 milhões de dólares.

Fontes judicias adiaram, ainda, que não se sabe ao certo o paradeiro do empresário, mas há fortes indícios de que estará na África do Sul, no entanto, recusa-se a regressar ao País. O juiz do processo poderá, agora, estudar vários cenários para a extradição do empresário angolano que, alegadamente, é também possuidor de passaporte português. Uma “novela” com sabor ao discurso de campanha do MPLA contra à corrupção e que promete novos capítulos interessantes. Dilcinho é “amigo do peito” do Governador, Rui Falcão Pinto de Andrade, que, recentemente, avisou que não veio à Benguela para brincadeiras.

 

Refira-se que, até ao momento, desconhecesse o paradeiro de Ekumbi David, antigo director financeiro da EASBL e um dos arguidos do processo, que terá abandonado o país um dia antes do tribunal dar início com as detenções de um dos maiores casos de corrupção na província de Benguela.

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