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Donald Trump ameaçou “destruir totalmente a Coreia do Norte”

Trump enviou avisos à Coreia do Norte, Venezuela e Irão
Donald Trump disse esta terça-feira que os Estados Unidos podem vir a ser obrigados a “destruir totalmente” a Coreia do Norte caso Pyongyang não aceite terminar o programa nuclear.

“Os Estados Unidos têm grande força e paciência, mas se formos obrigados a defendermo-nos ou aos nossos aliados, não teremos escolha senão destruir totalmente a Coreia do Norte”, disse Trump na conferência das Nações Unidas, segundo a Reuters.

“O Rocket Man (homem foguete, em português) está numa missão suicida para si e para o seu regime”, continuou o presidente dos Estados Unidos, referindo-se ao líder norte-coreano Kim Jong-Un.

“Está na altura de a Coreia do Norte perceber que a desnuclearização é o único futuro aceitável”, continuou o presidente, aproveitando o momento para “agradecer à China e à Rússia por se terem juntado aos votos para impor [mais] sanções” à Coreia do Norte.

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, Donald Trump, que está na Casa Branca há oito meses, voltou a pedir que os vários países trabalhem em conjunto para isolar o regime de Kim Jong-Un, até a Coreia do Norte abandonar o comportamento “hostil”.

Presente na assembleia estava um diplomata norte-coreano, que assistiu na fila da frente ao discurso do presidente dos Estados Unidos. O embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song Nam, abandonou o recinto antes da chegada de Donald Trump, segundo a Reuters.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou na assembleia que a ameaça nuclear está “ao nível mais alto desde a Guerra Fria” e avisou as partes envolvidas na crise da Coreia do Norte que “conversa inflamável pode conduzir a mal-entendidos fatais”.

“As ansiedades globais sobre armas nucleares estão ao nível mais alto desde a Guerra Fria”, disse Guterres no seu primeiro discurso como secretário-geral da ONU durante uma Assembleia-Geral da organização.

“Somos um mundo em pedaços. Precisamos de ser um mundo em paz”, continuou, num discurso em que foi alternando entre inglês, francês e espanhol.

Situação na Venezuela é “completamente inaceitável”

Trump garantiu ainda que o exército dos Estados Unidos será em breve mais forte do que alguma vez foi e que o país não pretende impor a sua vontade sobre outras nações, respeitando a soberania de cada país.

Contudo, na mesma assembleia, Trump disse que os Estados Unidos não podem “ficar parados a olhar” enquanto a Venezuela colapsa, uma situação que Trump descreveu como “completamente inaceitável”.

“A ditadura socialista de Nicolás Maduro provocou grande dor e sofrimento” na Venezuela, continuou Trump, num discurso de 41 minutos.

“Como um vizinho responsável e amigo, nós, como todos os outros, temos um objetivo. Esse objetivo é ajudá-los a recuperar a liberdade, recuperarem o país e restaurarem a sua democracia”, disse Donald Trump.

O presidente norte-americano agradeceu a todos os que condenam o regime de Maduro, que descreveu como uma “ideologia falhada que trouxe pobreza e miséria em todo o lado onde foi aplicada”, e apoiam o povo venezuelano.

Por outro lado, Trump classificou o regime cubano de “corrupto” e desestabilizador e reiterou que os Estados Unidos não levantarão o embargo sobre Cuba “até que [o Governo de Havana] faça as reformas necessárias”.

Irão exporta “violência, derramamento de sangue e caos”

“Está na altura das nações do mundo confrontarem outro regime inconsequente”, disse Trump durante o discurso, referindo-se ao Irão. “O regime iraniano mascara uma ditadura por trás de um disfarce de democracia”. O presidente acusou o Irão de exportar “violência, derramamento de sangue e caos” e de ser responsável pela desestabilização de vários regiões e de promover homicídios em massa e o terrorismo.

Trump criticou também o acordo nuclear assinado pelo antecessor, Barack Obama, com o Irão. O presidente entende que este acordo encobre “a possível criação de um programa nuclear”, dando a entender que o acordo poderá ser cancelado.

Ontem, o Presidente do Irão, Hasan Rohani, desaconselhou Donald Trump a abandonar o acordo nuclear assinado em julho de 2015 entre a república islâmica e seis potências, advertindo que essa decisão terá “um elevado custo”.

“Sair deste acordo implicaria um elevado custo para os Estados Unidos e não julgo que os americanos estejam dispostos a pagar semelhante preço por algo que não lhes seria útil”, declarou Rohani em entrevista à cadeia televisiva CNN.

Este tratado, impulsionado por Barack Obama, antecessor de Trump na Casa Branca, estabelece uma redução e congelamento temporário, até 25 anos, de vários segmentos do programa nuclear iraniano, em troca do fim das sanções internacionais aplicadas a Teerão.

As sete grandes ameaças ao mundo

Na sua primeira assembleia como secretário-geral da ONU, o ex-primeiro-ministro português, António Guterres, enumerou as sete grandes ameaças que o mundo enfrenta: o risco de conflito nuclear, o terrorismo internacional, conflitos por resolver e violações da lei humanitária internacional, mudanças climáticas, aumento da desigualdade, insegurança cibernética e a crise de refugiados.

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