MPLA, eleições e pobre estratégia de comunicação |PÉROLA DAS ACÁCIAS

Editorial

 

 

Hostil a um modelo de jornalismo que não dá primazia à propaganda, sem espaço para o desfile de atoardas distante de questionamentos, o Comité do MPLA na província de Benguela opta por excluir das suas actividades segmentos da comunicação social com protagonistas que, justa ou injustamente, são vistos como ‘’homens da linha dura’’.
Não são, longe disto, jornalistas que se lançam à descoberta da pólvora, como que detentores do saber. De maneira nenhuma. Mas este segmento procura, não tenhamos dúvida, dar alguma dinâmica a uma actividade que vem sendo banalizada em grande medida pelo poder político.
O MPLA trouxe, à boleia de certos interesses, a sua pobre estratégia de comunicação para a campanha eleitoral, uma fase em que, curiosamente, vai cansando os eleitores com mensagens de liberdade, democracia e outras estapafúrdias ajustadas ao seu modus operandi.
Não se aceita que alguma imprensa privada acabe excluída dos contactos entre Rui Falcão, que já demonstrou não ter medo dos microfones, e determinadas franjas da sociedade. Falamos de encontros em que o 1º secretário do Comité Provincial, membro do Bureau Político, aborda a corrupção e faz uma incursão em torno dos gestores que serão castigados na cadeia por conta de actos de gestão danosa.
Com Zacarias Davoka como secretário para Informação, as coisas não eram tão caóticas como agora com David Nahenda, que estará, passe o exagero, a olhar para certos jornalistas como tinhosos.
Se tem ‘’boas ideias para o país’’, o MPLA, estamos certos, deve encarar o bom jornalismo como pilar para a edificação da democracia. Temos dito!

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