João Lourenço e Isaías Samakuva “medem forças” em Benguela

Na antevisão, o partido no poder diz que ‘‘não haverá espaço para o adversário’’, ao passo que a formação que lidera a oposição reafirma que o ‘’eleitorado está satisfeito com a sua mensagem’’.

Mais do que a terceira praça eleitoral, Benguela é a província do maior corredor económico do país, com uma extensa via-férrea, porto e aeroporto internacional, daí a sua importância no xadrez político-partidário angolano.

Rui Falcão, primeiro secretário do MPLA, quer repetir a proeza dos dois últimos pleitos, após a derrota em 1992 neste círculo eleitoral.

“Estou aqui para ganhar as eleições e de forma clara. Vamos acabar já com esta história de que a UNITA pode ficar com Benguela, eles aqui não ganham eleição nenhuma’”, garante Falcão.

Em resposta, o deputado Alberto Ngalanela, secretário da UNITA, fala em miragem dos ‘’camaradas’’.

“A menos que o candidato do MPLA esteja a contar com cartas administrativas. Basta olharmos para o número de eleitores que controlamos, são o garante de uma vitória’’, afirma Ngalanela.

Na entrevista que concedeu à VOA, o analista José Cabral Sande descartou a hipótese de uma vitória expressiva do MPLA

“’O movimento não está tão intenso como devia estar. Aliás, o próprio candidato já foi comissário, não devemos esquecer, já que, na altura, deixou ‘alguns bicos de papagaio’ em Benguela, deixou mazelas. Não acredito em cinco/zero, as pessoas estão muito agastadas porque a província deveria estar muito melhor’’, conclui.

João Lourenço, no Lobito, e Isaías Samakuva, na cidade de Benguela, esgrimem os últimos argumentos na luta pela mobilização do voto.

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