Director de escola Católica afastado por colocar palavra UNITA na prova

Um Padre católico, identificado apenas por Paulo Pimenta, foi afastado, ao meio da manhã desta quarta-feira 09, da Direcção da Escola católica por, supostamente, ter permitido a que o texto da prova de língua portuguesa tivesse a palavra UNITA.

Paulo Pimenta que dirige a escola conhecida por “Pia Marta”, construída pela Igreja Católica, e por isso, localizada no pátio da Igreja sita nas imediações do campo do Petro de Luanda, ao Golf dois, Kilamba Kiaxi, em Luanda, foi afastado, por alegada orientação do Administrador Municipal do Kilamba Kiaxi.
A situação que está a surpreender, pela negativa, todos que se apercebem dela, terá começado quando a coordenadora de língua portuguesa, igualmente afastada, e o professor de língua portuguesa terão recorrido a um texto informativo (notícia) publicado no Jornal de Angola, cuja data a fonte do Perola das Acácias não soube precisar, (presume tratara-se de um texto de Maio ou Abril do ano em curso) para um teste de conhecimentos da mesma disciplina.
O Perola sabe que o mesmo teste tinha por finalidade avaliar conhecimentos já que em sede de aulas tinham falado da noção dos textos informativos, estrutura, função e técnicas para sua elaboração.
O Professor da disciplina, também arrolado no processo entendeu retirar o referido texto, dada a qualidade do mesmo em termos de elaboração e concebeu o enunciado que no dia da prova foi distribuído.
Por azar ou sorte da equipa toda, o texto informava reclamações apresentadas à Comissão Nacional Eleitoral, pela UNITA, no quadro da contratação da Empresa Indra para conduzir a parte logística e não só das eleições agendadas para o dia 23 de Agosto.
No entanto, a nossa fonte faz saber que atendendo o tipo de notícia o jornalista e autor do texto original (do jornal de Angola) terá citado o nome da UNITA e de Isaías Samakuva, seu presidente, como sendo partes da reclamação.
O enunciado que chegou às mãos do Administrador Municipal foi interpretado como se de uma campanha, a favor da UNITA, se tratasse, daí a instauração de um processo disciplinar e a consequente suspensão de toda a Direcção, incluindo o Professor identificado por Capululo que elaborou a mesma prova.
Este jornal tentou o contacto com o Administrador Municipal mas sem sucesso. Fonte próxima ao mesmo fez saber que o caso é da responsabilidade do Distrito do Golf e não da Administração Municipal apesar de os visados terem sido ouvidos pelo Assessor Jurídico na sede da Administração Municipal do Kilamba Kiaxi, ao Golf um, nas cercanias do Hospital Avó Kumbi.
Sabe-se, por outro, lado que a Escola sendo da Igreja Católica tem dependência à CEAST, sobretudo ao sector daquela organização que superintende a formação, pelo que este jornal está a encetar todos esforços para ouvir a versão da Igreja Católica, em Luanda, aliás, trata-se de um Padre ligado, obviamente, à Arquidiocese de Luanda.
Recorde-se que a quase proibição de se falar, no mínimo, o nome da UNITA nas instituições de Estado é antiga, pese embora, o mesmo não se tenha feito com o nome do Partido que Governa o País há mais de 40 anos.
Este comportamento de dirigentes da Administração Pública, ligados ao MPLA levanta suspensões e críticas quanto a despartidarização das instituições de Estado, passo essencial para o desenvolvimento democratização plena do País.
Se é dado assente que as escolas, Igrejas, forças de defesa e segurança são instituições apartidárias deve ser uma regra global a todos os Partidos e não somente para uns, afirmam entendedores da matéria.

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