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Comissão eleitoral nega-se contar votos em Benguela

O processo de contagem de voto continua imaculado de ilegalidades, todos os dias surgem elementos novos que indicam que lei estar a ser preterido pelo órgão gestor do processo eleitoral no país.

A par das demais províncias, em Benguela surgem denúncia contra da Comissão Provincial Eleitoral de estar a agir longe dos ditames da lei eleitoral. As queixas dos partidos políticos na oposição apontam que o presidente daquele órgão José de Jesus Ndala Carlos se nega efectuar o escrutínio provincial, sem qualquer fundamento legal. Toda a pressão que esta ser feita para persuadir o presidente da Comissão Provincial Eleitoral no sentido de respeitar a lei resultaram em fiasco, avança fontes ligadas à CPE.

A mesma fonte faz saber que José de Jesus Ndala Carlos não arreda pé supostamente no cumprimento as orientações de forças “superiores”, pelo que se questiona os valores defendido aquando da sua tomada de posse, em julho de 2016 em que tivera jurado fidelidade à Pátria, cooperar na realização dos fins superiores do Estado, defender os princípios fundamentais da ordem estabelecida na Constituição, respeitar e fazer respeitar as leis e dedicar-se ao serviço público com todo o zelo, inteligência e aptidão.

Um comportamento  lamentável e todos títulos condenável e serve igualmente de barómetro para avaliação da idoneidade dos magistrados judiciais do nosso país, já que Luís Ndala é um quadro da magistratura nacional, onde durante vários anos atuou como juiz, cuja conduta não deve obedecer a orientações externas, mas sim acção dever ser feita sempre em obediência a lei e a consciência, refere a fonte que temos vindo a citar.

O órgão de gestão do processo eleitoral é acusado de estar a efectuar manobras dilatórias com os comissários e mandatários dos partidos concorrentes principalmente da oposição, com trabalho de avaliação dos votos brancos e nulos, um trabalho que devia ser feito depois de se apurar as actas sínteses das operações vindas das Comissões Municipais eleitorais. Um trabalho crucial e determinante que serviria para averiguar e aferir a veracidade dos números de votos do circulo provincial de Benguela divulgados pela estrutura central da Comissão, mesmo sendo provisórios. Ao se negar em fazer o escrutínio provincial a CPE não só não respeita a lei, mais também reforça o argumento da oposição que acusa a CNE de ter usado resultados das eleições de 2012, numa clara manipulação aos dados de Benguela, refere a nossa fonte que acrescenta que se Comissão Provincial “transformada num órgão do MPLA” nunca devia fugir de cumprir com as suas responsabilidades funcionais, como um órgão independente.

Conclui a fonte, afirmando que esta postura da Comissão Provincial vem igualmente contrariar os argumentos apresentados neste sábado pela porta-voz da CNE, Júlia Ferreira que informou a suspensão da divulgação dos resultados provisórios enquanto as comissões provinciais finalizam os escrutínios, algo que nunca foi feito.

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