Universidade Católica de Angola: não podemos multiplicar doutores e reduzir doutos”

POR: VASCO DA GAMA
O Reitor da Universidade Católica de Angola, Vicente Cacuchi, apelou aos novos licenciados adopção de composturas que possam dignificar o nome da instituição que os formou. Cacuchi, visivelmente emocionado com o acto solene, referiu que a universidade, geral, particularmente, Católica, deve ser o local ideal para se produzir uma cultural integral e integrante, pois, aglutina saberes referentes a vários sectores.
Num discurso bem apurado de pouco mais de trinta minutos, o Prelado exortou aos jovens licenciados e não só a serem fieis aos conhecimentos apreendidos durante a formação, com realce para o conteúdo programático das cadeiras viradas à justiça social, ética e direitos humanos, por se fundarem na dignificação do ser humano, fim último da formação católica.
Em alusão ao facto de ser necessária a permanente investigação, procura pela verdade dos factos estudados e a estudar, o Reitor sublinhou que é necessária uma demonstração clara das capacidades de um licenciado. “Não podemos fazer da Universidade Católica de Angola um local de multiplicação de Doutores e ao mesmo tempo de redução de doutos”, rematou.

Recorde-se que a cerimónia de outorga de diplomas a mais de 500 que teve lugar no Centro de Conferência de Belas, em Luanda, marcou um dia cheio de actividades, por parte daquela instituição de ensino superior afecta à Igreja Católica angolana.

Antes daquela cerimónia foi realizada, como tem sido da praxe, uma missa, na Igreja do São Paulo, celebrada pelo Bispo Auxiliar de Luanda, Dom Zeferino Zeca Martins que contou com as presenças dos novos licenciados, seus familiares e convidados.
Durante a sua homilia, Dom Zeca começou por apelar aos novos licenciados a não aderirem à febre “doutormania” na tentativa de procurar incessantemente regalias sem causa, no aparelho governativo ou na administração pública. “é preciso abdicarem-se da ganância, do egoísmo na obtenção dos bens materiais e enriquecimento sem causa, passando, muitas vezes, por cima dos outros” frisou, o Bispo que também leciona, na UCAN, a cadeira de Direito Romano.

Adiantou ainda que um bom licenciado é aquele que assume o compromisso com a verdade. “não vos conformeis com a mediocridade, corrupção, mentalidade do falso e da inveja, pois, isso não leva ninguém ao desenvolvimento” conclui.


O Pérola das Acácias que testemunhou a efectivação de todo o programa concebido pela Universidade Católica ouviu no final dos trabalhos alguns recém-licenciados que se mostraram contentes, na generalidade: Iveth Brito, (jovem na foto) fez saber, a este jornal, que está a viver um momento de bastante emoção, pois, acrescenta, a formação em Direito e pela Universidade Católica, considerada pelos “rankings” internacionais uma das melhores em África, é um sonho que se concretizou.
“estou muito feliz por conseguir esse feito na minha vida. É um sonho realizado e espero contribuir para o desenvolvimento do meu País e a realização efectiva da justiça em Angola” rematou, Iveth Brito, agora jurista na especialidade jurídico-económicas.
Na mesma sintonia alinha, João Pereira de Almeida, outro licenciado em Direito, na especialidade jurídico-forense.
Para o jovem, “o acto assinalado simboliza o termo de uma etapa e o começo de outra porquanto os desafios que o País impõe ao sector da justiça são enormes. Termina aqui a formação a este nível mas começa outro desafio. Vou seguir a magistratura para dar o meu contributo na realização da justiça e que os cidadãos possam se rever nela”.

O Pérola das Acácias falou, igualmente, com a jovem Tatiana Chipuio Mateus, licenciada em Psicologia Clínica, pela mesma Universidade. Para ela a mente do homem e carece sempre de acompanhamento, quer se esteja bem ou não, daí que encara um futuro de muito trabalho.

“nossa missão é cuidar do homem, independentemente do seu estado psíquico. Aliás, isto justifica a nossa presença nas escolas, creches e outro centros populacionais visando prevenir mas também curar, se necessário” explicou.
Lembra-se que a Universidade Católica de Angola está no mercado nacional, no âmbito formativo, desde 1997 e hoje forma anualmente um número considerável de jovens que prestam seu saber para uma Angola melhor.
Para o ano 2016 licenciou, nas mais variadas especialidades, 574 quadros entre, Juristas, Economistas, Engenheiros, Psicólogos, Filósofos, Pedagogos, Assistentes Sociais e outros.

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