A notícia, assim como ela acontece

Jornalistas humilhados no Hotel Terminus por comida

Um misto de dor, vergonha e humilhação: foi esta a sensação que alguns jornalistas de órgãos públicos e privados de Benguela e de Luanda (TPA, ZIMBO, RÁDIO MAIS, RNA, ORION, OPAÍS, ANGOP…) sentiram ao ser impedidos a deixar o restaurante do hotel Terminus, na cidade do Lobito, na última segunda-feira, 3.

Sob o anonimato, um dos jornalistas que testemunhou “a saia justa”, em conversas com a nossa reportagem contou que tudo teria acontecido após a visita do Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, em algumas empresas com sede no Lobito, como CFB, Porto do Lobito e o futuro condomínio habitacional dos trabalhadores do Porto do Lobito, localizado no bairro da Luz daquela cidade.

No fim da jornada de trabalho que se estendeu até ao meio da tarde, conta a nossa fonte, a delegação chefiada por Augusto Tomás rumou ao hotel para almoço. Posto lá, como tem sido de habito em situações do género, acrescenta a fonte que temos vindo a citar, os jornalistas também se dirigiram ao restaurante e foram servidos à semelhança dos demais membros da delegação ministerial. Mas durante a refeição notaram alguns movimentos estranhos dos garçons, gerando alguma apreensão entre os profissionais.

A maior saia justa teria acontecido, logo após a refeição quando os jornalistas saiam  do restaurante e foram interpelados pelos funcionários que informaram não poderiam deixar o local, sem antes pagarem a conta, uma vez que, segundo alegavam, só haviam sido pagas as refeições dos membros da delegação ligados ao Ministério dos Transportes. Para o espanto dos presentes que prontamente pediram a intervenção do ministro Augusto Tomás.

— “É muito triste você olhar para o lado e ver todo mundo te olhando como se vocês estivesse roubado. É uma sensação de dor, humilhação e vergonha”, desabafou um dos jornalista que travado na porta.

Revoltados, os jornalistas exigiram mais respeito e encaminharam os funcionários ao ministro para ele pagasse a conta.

No final tudo, entre os homens da comunicação social ficou a sensação de humilhação resultante da desorganização da equipa de apoio do Ministro dos Transportes.

Entretanto, ao todo estava a ser cobrado a cada jornalista um valor de quase dez mil kwanzas resultante da refeição e da bebida.

você pode gostar também
Loading...

Com um gosto você fica por dentro de tudo