Governador de Luanda não acredita na Polícia Nacional

Higino Carneiro, que fez a leitura das ocorrências das últimas 24 horas na capital, declarou nem sempre acreditar nos números que o comando provincial da Polícia Nacional apresenta nos relatórios que lhe envia diariamente.

“Não aceito que seja essa a verdade. 21 crimes, com ênfase para roubos diversos, numa cidade com mais de oito milhões habitantes?”, questionou o governante. “Se assim for, então, estamos na cidade mais segura do mundo”, enfatizou.

Higino Carneiro defendeu também a criação de mais esquadras, mais próximas dos bairros, e diz estar a trabalhar com a Polícia Nacional para que isso seja possível, “mas para isso também é necessário dinheiro, que nesta altura é insuficiente devido a crise financeira que afecta o País”.

“Estamos a trabalhar para mudar esse quadro, pois é uma grande preocupação do Governo. É nossa preocupação materializá-las”, prometeu.

O governador reconheceu também que as investigações desenvolvidas nas universidades devem ser levadas em consideração pelas administrações municipais.

Na mesma reunião, o presidente da Associação dos Estudantes da Universidade Privada de Angola (UPRA), Josimar Costa, apresentou ao governador de Luanda as preocupações que os estudantes da instituição enfrentam, com destaque para “a criminalidade e o saneamento urbano”.

O representante dos estudantes da “UPRA” frisou que a criminalidade é crítica nos arredores da sua universidade e têm sido muito frequentes as cenas de violência.

Já o presidente dos Estudantes da Universidade Kalandula, Bernardino Fernandes, considerou que o encontro foi proveitoso mas declarou sentir-se ainda insatisfeito. “São muitos os problemas de criminalidade que enfrentamos na nossa instituição”, afirmou, acrescentando: ” Trata-se de vidas humanas e precisamos de uma segurança eficaz”.

“Um estado sem segurança é um estado fracassado”, argumentou ainda.

Para Eugénio Viera Dias, presidente da Associação dos Estudantes da Universidade Independente de Angola, muitas das preocupações apresentadas neste debate já foram apresentadas por escrito, várias vezes, ao Governo Provincial.

“Aproveitámos para exprimir as preocupações cara a cara ao governador Higino e ele respondeu sem rodeios a muitas das nossas inquietações, o que considero satisfatório”, disse.

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