Com eleições até “ranho” chega aos nossos pratos


Aproxima-se o mês, a semana e o dia em que se vai realizar o pleito eleitoral de 2017, o quarto na história de um País independente desde 1975. Aproxima-se, assim, o momento mais importante na perspectiva política e com isso o País, até o não político, move-se em torno do mesmo processo.
Tudo, ou quase tudo, que não seja desse âmbito está parado. Não estando, o panorama é de transformação completa. Uns pela positiva, minoritariamente, outros, em grande parte, pela negativa e assim vai à vida de Angola e dos angolanos. Tudo e mais alguma coisa acontece!
Partidos que se resignam a desempenhar outros papéis a si atribuídos, nos termos da Constituição e da Lei, Igrejas que mandam para o lixo o verdadeiro desígnio de Deus, pois nas homilias se fala mais das eleições, dos Partidos, longe do método interpretativo ao evangelho ou qualquer outra leitura sagrada, taxistas e não só que circulam à margem das normas legais, que colocam nas chapas das matriculas, nos vidros, traseiros, laterais e até frontais elementos de grande estranheridade, outros, inclusive fazem-se às vias sem chapas de matriculas (lembrem-se dos autocarros da TCUL aquando da ida daquele “Partido grande” a Cacuaco).
Postos médicos clandestinos em “bumbas” sem fiscalização e, por via disso, enfermeiros, médicos não habilitados estão em acção total sem nenhuma fiscalização competente.
Em fim, tudo e mais alguma coisa acontece!
Venda ambulante fora do alcance do Estado (atendendo sempre a consequente representação deste pelos respectivos órgãos) ruas, estradas, passeios, largos, curvas, desvios, em ocupação integral…pior, vende-se, hoje por hoje, de tudo um pouco. Entre carnes, legumes e tudo mais. Vende-se, inclusive o proibido naquele tipo de comércio, vende-se em condições de sanidade perigosas, colocando em causa a saúde pública já que boa parte dos luandenses, por exemplo, acorre ao mercado informal para preenchimento da logística diária.
Tudo isto acontece mediante olhar sereno, sob a inércia das autoridades competentes, pois, em tempo de eleições ao cidadão não se pode actuar para que não se perca o seu voto em urna.
Aliás, não é acidental que nos locais ontem proibidos para a venda ambulante, nos locais que oferecem risco de vida, hoje encontram-se vendedoras ambulantes numa determinação incomensurável que revela a todos nós que, efectivamente, em tempo de eleições tudo é possível!
As condições em que são comercializados certos produtos, nas ruas, por exemplo, sem as mínimas condições de higiene, nem dos produtos nem dos seus vendedores é condição suficiente para percebermos que, de facto, o pleito eleitoral é o momento em que até o ranho chega aos nossos pratos!

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