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Casas a conta-gotas podem gerar corrupção nas centralidades de Benguela

Advertência é da Associação Juvenil para a Solidariedade
A Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS) adverte que o modelo adoptado para a distribuição de habitações nas centralidades da província de Benguela é susceptível a actos de corrupção.

Com o processo de candidaturas para as primeiras setecentas casas a arrancar já em Agosto, antes da conclusão da estação de tratamento de águas residuais – ETAR -, esta organização olha para a procura e refere que há contra-sensos.

São as candidaturas para as primeiras habitações de um total de seis mil construídas em três regiões, onde o Governo adoptou soluções provisórias para água, energia e acessos.

Sem ter revelado pormenores, a ministra do Urbanismo e Habitação diz que as autoridades têm, agora, necessidade de distribuir casas. São as mesmas, lembramos, que não serviram nem mesmo para as vítimas das enxurradas de Março de 2015, quando apontadas como solução provisória para o drama de centenas de famílias ainda hoje em tendas.

“Uma vez que já temos recursos financeiros, e até porque temos às portas a necessidade de entrega, arranjámos soluções provisórias. A Etar, para o caso do Lobito, estará pronta em 2018, mas as soluções permitem que as primeiras quinhentas das 3000 casas sejam habitadas’’, garante.

Tal como a ministra Branca do Espírito Santo, a Imogestin, empresa gestora das centralidades, admite, por intermédio do seu porta-voz, Mário Guerra, que as limitações financeiras determinam a estratégia.

A centralidade da Catumbela é a única que abre as portas aos candidatos só no final do ano.

“O grande problema são as infra-estruturas externas, a água, a luz e a drenagem. Esta visita conjunta é para analisar o estado de execução, para ver se já podem ser comercializadas’’, acrescenta.

O activista cívico Júlio Lofa, membro da AJS lembra que a 1ª Conferência Provincial da Juventude recomendou rigor na distribuição de um bem escasso numa sociedade com elevado nível de procura.

“De tal forma que situações como as que verificamos não se repitam, ou seja, uma pessoa ter várias casas de forma legal. Não parece ser correcto este modelo de entrega faseada, até porque pode tornar pernicioso à corrupção, uma vez que as pessoas estão ávidas’’, alerta

A Associação Juvenil para a Solidariedade não foi consultada na altura das contribuições para uma política dá primazia à juventude.

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