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Na Huíla: médico caiu numa cilada e violação sexual de paciente “cheira à forja”, suspeita familiar

Na Huíla: médico caiu numa cilada e violação sexual de paciente “cheira à forja”, suspeita familiar

Acusado de abuso sexual contra uma paciente, na maternidade Irene Neto, o médico do Serviço Nacional de Saúde inscrito na Ordem dos Médicos de Angola com a cédula profissional nº 3581, contesta os factos narrados pela paciente que o conduziram na cadeia central daquela cidade.
Numa nota endereçada à Direcção do referido hospital a que o Perola das Acácias teve acesso, Felisberto Mariano confirma, na contestação, que recebeu, de facto, a paciente que atende pelo nome de Antónia Tobias Benguelele, no dia 19 de Junho, do ano em curso, para uma consulta de retorno já que a mesma afirmava ter sido consultada pelo mesmo médico um mês antes desta data, lê-se na sua peça.
Refira-se que os factos ocorreram no dia 19 de Junho e a queixa foi apresentada quinze dias depois o que, segundo o mesmo, não está a permitir a que a justiça faça um exame para aferir se houve ou não penetração.
Para mais detalhes este jornal contactou Ezequiel Mariano, irmão do médico suspeito. Para ele o seu irmão é inocente e está a ser alvo de uma cilada organizada pela Direcção do Hospital.
“Não pode ser verdade, senhor jornalista porque no corredor do hospital não se ouviu nada. Não houve gritos, não houve discussões…não houve absolutamente nada” referiu o irmão do médico, em entrevista ao telefone dada ao Perola.
Questionado sobre os motivos da detenção do suspeito, quinze dias depois da ocorrência e fora do flagrante delito, Ezequiel respondeu afirmando que “a Polícia e a Procuradoria-Geral na Huila agiram de má fé sob impulso da Directora do hospital. “Como é que prendem alguém que não apresenta riscos de fugir? A Directora do hospital mentiu ao Procurador que o meu irmão estava foragido quando ela mesma é que assinou a suspensão? Isso tudo mostra que a própria Directora tem problemas pessoais contra o meu irmão.
Diz que ele penetrou a moça, mas como é que uma mulher daquela idade vão lhe penetrar e não deu conta? Não sentiu? Ela não sabe distinguir penetração de um dedo com a do pénis? Isso tudo é só uma armadilha dela para afastar o meu irmão” frisou, visivelmente agastado com a situação.
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O perola sabe de fonte hospitalar que entre o médico suspeito e a Directora da maternidade, Luísa Rodrigues, existe um litígio que leva algum tempo. Acrescenta que a Directora se tornou quase inimiga do jovem médico desde que se ventilou uma possível ascensão do mesmo para um cargo directivo.
“É um jovem competente, assíduo e que, por isso, goza de muita simpatia junto do aparelho governativo local, daí a inveja de muitos médicos locais” salienta a fonte.
Detido há mais de dez dias, a equipa dos advogados que o defende solicitou já a reapreciação da medida cautelar aplicada pelo Procurador. Alcineo Cristóvão, patrono do escritório ACC, Justiça e Direito, fez saber, a este jornal, que já acionaram os mecanismos legais para alterar a medida aplicada.
“Acionamos todos os mecanismos legais no intuito de vermos alterada a medida porque entendemos que a prisão preventiva por ser a medida mais gravosa não deveria ser aplicada neste caso concreto.
O réu não apresenta comportamento susceptível de destruir quaisquer provas, não há risco de fuga, está bem identificado, está inscrito na Ordem dos Médicos Angolanos, portanto, não há motivos que justifiquem a detenção. Pedimos que ele seja solto e possa responder o processo em liberdade, rematou Alcineo Cristóvão, advogado de defesa.
Este jornal tentou contactar a Director do Hospital mas todos os esforços não passaram disso mesmo o que continuaremos a fazer para ouvir a versão da mesma sobre as acusações que pesam contra si.

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