Paulo Pombolo aposta na exploração de madeira em claro ataque à natureza

O Governo da Província do Uíge, liderado por Paulo Pombolo, tem estado a mostrar um empenho fora do comum no que a exploração de madeira, na região, diz respeito.
A aposta no sector ganhou azos nos últimos tempos com o licenciamento de mais de 40 empresas vocacionadas a exploração de madeiras em grandes proporções. Segundo informações de empresários do ramo cerca de 60% da madeira produzida no País e exportada para Portugal, fundamentalmente, vem das terras do bago vermelho.
A fonte deste jornal adianta que os números atingidos têm estado a satisfazer o pelouro de Paulo Pombolo que aposta no licenciamento de mais empresas com vista a maximizar cada vez mais as receitas locais.
As zonas do Quitexi, Puri, Bungo, Negaje, Vista Alegre, Uíge e outras que se encontram nos arredores da capital da Província são as preferenciais dos empreendedores do sector.
Contrariamente a satisfação de Paulo Pombolo e comparsas que encontram nesta actividade oportunidade de exposição do que são capazes de fazer na famigerada “diversificação de economia” sectores há, na Província, que contestam a medida por considerarem uma devastação ambiental com consequências futuras previsíveis.
Aquele sector justifica as contestações recorrendo a questões de aquecimento global. Defende que com a luta desenfreada pela desertificação do Uíge o futuro é previsível. “Já estamos a sentir um calor estranho ao clima habitual aqui no Uíge. Estamos a sentir como se estivéssemos em Luanda. O clima mudou e tudo isso é consequência deste trabalho porque as matas estão a ficar desertas” afirmou sem identificar-se um cidadão que reside na Província.
A preocupação que nos últimos dias tem estado a atingir sectores fora do aparelho governativo deve ser levada ao Ministério do Ambiente para tomada de medidas urgentes porquanto as consequências serão mais graves do que as actuais, refere.
Alega-se que a Direcção Provincial do Ambiente que tem conhecimento da situação pouco ou nada pode fazer por considerar que as empresas que actuam no sector de exploração têm, todas, aval do Governador Provincial que se mostra apostado com a actividade e tem alguns interesses no mesmo daí a ignorância do que poderá acontecer no futur

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