Partidos aptos para o sufrágio de 23 de Angosto

Todos receberam em separado ontem os acórdãos do tribunal, depois de supridas as insuficiências nas listas de candidaturas indicadas pelo Constitucional.
Os juízes conselheiros do Tribunal Constitucional, reunidos em sessão plenária, constataram que  as formações políticas, em função do relatório de apreciação anexo aos processos, apresentaram, além das candidaturas aos cargos de Presidente e Vice-Presidente República, candidatos elegíveis em todos os círculos eleitorais (nacional e provinciais) e a lista de apoiantes eleitores exigidos por lei, cumprindo deste modo os requisitos legalmente estabelecidos.
Os juízes conselheiros do Tribunal Constitucional decidiram em colectivo, por unanimidade, admitir as candidaturas e respectivas listas de candidatos dos partidos às eleições gerais. O primeiro partido a receber o acórdão ontem foi a FNLA através do seu mandatário de lista, Bernardo Simão. O partido tinha de suprir insuficiências referentes a 149 candidatos e 964 apoiantes, embora tivesse já o número mínimo de candidatos em cada círculo eleitoral. A FNLA entregou terça-feira ao Tribunal Constitucional mais de 1.500 novas assinaturas para suprir insuficiências nas listas de candidatos e apoiantes do partido. Bernardo Simão disse à imprensa, depois de receber o acórdão, que não houve dificuldades do partido para fazer as correcções indicadas pelo tribunal. Quanto ao grupo de militantes que reclamou ao Constitucional a legitimidade da direcção de Lucas Ngonda, rejeitada pelo tribunal, o político disse que os militantes em causa foram infelizes em tentar subverter a ordem interna no partido.
A UNITA foi o segundo partido a receber o acórdão na pessoa do mandatário Estêvão Kachiungo ao princípio da noite de ontem, depois de notificado e ter estado por duas vezes no tribunal. A candidatura da UNITA precisava de suprir questões referentes a 11 candidatos, embora não houvesse necessidade de indicação de mais apoiantes. Esta quarta-feira o partido voltou ao Constitucional para corrigir quatro assinaturas na lista. A Aliança Patriótica Nacional, que também ficou aprovada, teve de ajustar a lista para o círculo eleitoral provincial da Lunda Sul.
Outra formação política que recebeu ontem o acordão foi a CASA-CE, que teve de ajustar 63 candidatos a deputados à Assembleia Nacional e 55 apoiantes do partido que não estavam conformes nas listas entregues ao Tribunal Constitucional. Ainda assim, a coligação integrada pelos partidos PALMA, PADDA-AP, PPA, PNSA, Bloco Democrático e PDP-ANA tinha o número mínimo de candidatos em cada círculo eleitoral. O Partido de Renovação Social foi o último a receber o acordão, depois de apresentar as listas já corrigidas com 73 nomes para deputados à Assembleia Nacional e 1797 apoiantes indicadas pelo tribunal.  Os partidos legalizados pelo Tribunal Constitucional são MPLA, UNITA, PRS, FNLA, PDP-ANA, Bloco Democrático (BD), APN, PNSA, PPA, PADDA-AP e o PALMA. Seis destes partidos (PADDA-AP, PPA, PNSA, BD, PDP-ANA e PALMA) formam a coligação CASA-CE.

Mudança no PRS

Benedito Daniel é o candidato do PRS a Presidente da República nas eleições de 23 de Agosto próximo nas listas sem as insuficiências indicadas pelo Tribunal Constitucional.
O PRS alterou, por decisão da direcção do partido saída do último congresso realizado em Luanda, o cabeça de lista do partido, eleito presidente para suceder a Eduardo Kuangana, mas manteve o segundo da lista, Luís Carlos Luilenga.
Benedito Daniel substitui na lista do partido Eduardo Kuangana que inicialmente avançou como candidato a Presidente da República, para salvaguardar o cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Tribunal Constitucional para a apresentação das candidaturas às eleições.

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