Com ou sem vontade de uns e de outros, destes ou daqueles os nomes dos ilustres conhecidos General, Higino Carneiro, Mário Pinto de Andrade e a não conhecida Eulália Maria Alves Rocha Silva (primeiros três Candidatos da lista do MPLA, pelo circulo provincial de Luanda), o jovem Liberdade (CASA-CE) e o não tão mais velho, Nelito Ekuikui, número um da lista da UNITA, em Luanda, já os consideramos Deputados.

Assim os consideramos porque quem, como nós, segue com alguma probidade o desenrolar da marcha política nacional perceberá que os resultados eleitorais, em determinados círculos, são malháveis no período pré-eleições.

Malháveis na perspectiva de que atendendo ao número de eleitores que os círculos provinciais apresentarem e o sistema de contagem adoptado aqueles possam influenciar, grandemente, na obtenção de mais Deputados no círculo nacional.

Neste ponto de vista, Luanda, sendo a maior praça eleitoral é, também, a menina bonita dos concorrentes.

Nas eleições cujo mandato termina dentro de meses o maioritário conseguiu arrebatar quatro, dos cinco possíveis, tendo o seu principal concorrente, ficado com apenas um enquanto a terceira força política saído daquele pleito ficara em branco.

Resultados que como consta não reflectem o valor do voto expresso nas urnas porquanto fundam-se dos algarismos informático que poucos conseguem explicar embora sejam de conhecimento prévio dos implicados.

Esta realidade passou a preocupar os derrotados daquele pleito daí que o “biolo político” tem de vigorar para permitir a que os algarismos informáticos sejam diferentes em Agosto.

Aliás, há que diga que em 2012 a terceira força política não conseguiu vaga no hemiciclo nacional por ter colocado o inimigo nato do maioritário, Willian Tonet afrente da coligação.

Dito de outro modo, o maioritário não quis, no seu seio, Tonet um dos angolanos inconformados com a actual gestão política do País.

Certos e conformados com tal realidade tiveram que partir para o referido biolo para garantir, no mínimo um lugar, mesmo que para tal não sejam necessárias decisões populares.
Neste sentido, a distribuição informática pode passar pela atribuição de três lugares ao maioritário, uma para as duas principais forças políticas nacionais, já que a coligação de Chivukuvuku aprendeu a lição em não mais colocar um adversário ferronho afrente da lista de Luanda. (Liberdade não representa, politicamente, perigo algum para a situação daí que não encontra constrangimentos em perder uma vaga para atribuir àquela formação).

É assim que são encontrados os “nossos” representantes do “biolo” a Assembleia Nacional, não dependendo, pelo menos actualmente, com o valor do voto popular. É, igualmente, assim que os mesmos perderam valor, para nós representados, pois se configuram numa autentica peça teatral a ser assistida por um público não bem especificado.

É assim que, de igual forma, a Assembleia Nacional, os políticos em geral são vistos como autênticos “bioleiros” fruto da conjuntura situacional apesar de os seus discursos apontarem para outra cultura e realizações.

Discursos que, felizmente, já não são acatado por uma massa nacional, fundamentalmente, aquela que se diz, hoje, evoluída e com percepção própria dos factos e do modo “vivendi” dos políticos angolanos.

VASCO DA GAMA

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