“Makas” entre Ângelo da Veiga Tavares e Ambrósio de Lemos abrem alas para Luís Alexandre

Sobem de tom, os desacertos entre o Ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares e o Comandante Geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, numa altura em que falta pouco tempo para a realização das eleições gerais no País que vai ditar a sorte dos dois contendores, na sequência de vir a existir, seguramente, um novo Governo.
Os motivos da discórdia entre ambos já são públicos e fundam-se, essencialmente, na forma banalizante e desprezível como o actual Ministro do Interior trata os efectivos da Polícia Nacional, com destaque para os de classes Superior e Comissário, bem como o esvaziamento da corporação de poderes fundamentais no seu desdobramento operacional.
Refere-se, a este respeito, por exemplo, que quanto ao esvaziamento da Polícia Nacional, Ângelo da Veiga Tavares, terá tudo feito num passado recente para a retirada das Polícias de Investigação Criminal e das Actividades Económicas, da Direcção Nacional de Logística e nos últimos tempos tem estado a lutar para a saída da Viação e Trânsito e da Polícia de Intervenção Rápida, da dependência do Comando Geral para o Ministério, a semelhança da antiga DNIC e Polícia Económica como se disse acima.
Estas pretensões do Ministro não são bem vistas pelo Comandante Geral e outros oficiais comissários daquela corporação o que tem estado a levantar discussões veementes que atingem níveis de ataques pessoais, segundo noticiou, recentemente o jornal «online» Club-K-Angola.
A luta dos dois oficiais, da Polícia (Ambrósio de Lemos) e dos Serviços Prisionais (Ângelo Tavares) segundo se comenta nos círculos abalizados estará a abrir caminho de ascensão do economista, Luís Alexandre, Presidente do Cofre de Previdência da Polícia Nacional.
O oficial comissário que tem estado a ser sondado por algumas figuras influentes na Casa de Segurança do Presidente da República, pode ser, relata-se, uma aposta valiosa para se dirimir, definitivamente, as rixas entre o Ministro e o Comandante Geral, já que, justificam, tal disputa resulta do facto de Ângelo da Veiga Tavares ter vindo de um Serviço que vive numa disputa constante para que se equipare à Polícia Nacional, mesmo com ângulos de actuação distanciados.
Diz-se, igualmente, que os melhores momentos, em termos de harmonia no trabalho e não só, no MININT, foram registados nas alturas em que os Ministros nomeados tinham sido da Polícia Nacional ou vindos do exército.
Aliás, as “makas” que o actual tem estado provocar, fundamentalmente, na actuação e imagem da Polícia Nacional, em particular, e do MININT, em geral, atestam isto mesmo e, por isso, fazem valer a corrente que projecta a substituição de Ângelo da Veiga Tavares por um oficial comissário da Polícia e, para este desiderato, aponta-se, de imediato, Luís Alexandre, que como tem sido noticiado tem estado a desenvolver um trabalho visivelmente satisfatório no Cofre de Previdência da sua corporação.
Outro argumento que justifica a possível ascensão do economista, em detrimento do Tenente-General, Eugênio Laborinho, reiteradas vezes indicado para assumir o MININT, em caso de concretizar-se o afastamento do actual Ministro, prende-se com o carácter mais discreto de Luís Alexandre na perspectiva político-partidária, porquanto correntes há que entendem que em função da natureza funcional do MININT (que congrega serviços e forças apartidárias, nos termos da Constituição e da Lei) o seu líder não deve ser, em princípio, uma figura politicamente muito exposta.
Este requisito deixa de trás, o general Laborinho já que se comparado com o seu principal concorrente, neste momento, Luís Alexandre, fica com furos abaixo porque não se conhece nenhuma aparição pública, nas vestes de comissário e quadro do MININT, ostentando indumentária partidária ou fazendo pronunciamentos que indicassem essa sua qualidade de partidário.

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