Era vez uma vez, uma erva daninha deambulante que foi grosseiramente aprisionada num terreno baldio e rude para que nada produzisse. Logo, vivia menosprezada e atirada ao capim
malvado.
Mais tarde, fora transportada por um larápio ao longínquo. Por sorte, regressou como impostura e com ânsia de vingar-se dos malditos de ontem.
Primacialmente, desanexou-se de outras ervas daninhas e originárias, considerando-as inimigas abater e a derrubar. Jamais essas ervas pensaram perder o brilho, porquanto conheciam todo o solo e subsolo, as irrigações, as épocas e as estações do ano. Pois, era uma comunidade que vivia de fartura em fartura, deleitava-se em banquetes e banquetes com o círculo restrito de convidados.
A presença da erva intrusa e malvada que locupletou-se do seu património , chamando para si e para os seus benditos, exibindo poder e a influência do perfume do bem-estar.


Assim, as ervas indígenas reagruparam-se fervorosamente “a união faz a força” e a “teoria do vale tudo” tornaram-se, deveras, bélicas pois desbravaram toda a terra para alcançarem os seus planos satânicos. Contudo, a erva impostura nunca se deixou abalar nem estremecer. Recorria e suplicava socorro aos céus, aos deuses e deusas do além que garantiam segurança e permanência.


O apoio inestimável dessas forças, por um lado, fortaleceu a erva malandra que com a sua raiz contaminava o subsolo, inovando-o e modernizando-o, despertando assim olhar diferente para o horizonte. Por outro lado, preocupou os “preocupados obstinados.


“As ervas dominadoras viviam em ebulição e respiravam rancor. Todavia, conformadas e derrotadas. Enquanto a erva indesejada cantava alegria, julgando-se indestrutível e pronta para uma nova viagem em breve.


Inesperadamente, reaparece a erva malandra das malandras, autoritária e ditatorial com a arrogância do lápis escorraçando-a sem piedade em público.
As ervas autóctones celebraram com vinho o sucedido, festim ameno com convidados especiais. O júbilo somente é comparado ao “defunto-mor” que no pretérito serviu como escapatória de toda desgraça
universal.
O que mais interessa, para o regresso das originárias é a exploração ilimitada e impiedosa até a última camada do terreno. Porém, as ervas malandras, primárias, e as intrusas têm objectivos camuflados no bem comum. Portanto são todas daninhas.
Haja juízo!
Domingos Chipilica Eduardo.

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